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Firjan lança “Perspectivas do Gás Natural no Rio de Janeiro 2019-2020”

O presidente da Federação, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, participou da abertura do evento na Casa Firjan

O presidente da Federação, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, participou da abertura do evento na Casa FirjanFoto: Paula Johas

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Publicado em 05/12/19 16:05  -  Atualizado em  06/12/19 15:18

A Firjan lançou na quarta-feira (4/12) a 3ª edição do documento “Perspectivas do Gás Natural no Rio de Janeiro”. Além dos principais dados estatísticos de oferta e demanda do produto no estado e no país, a publicação faz uma análise do arcabouço regulatório do gás, por meio de artigos da ANP, e do governo do estado do Rio de Janeiro.

O documento traz ainda um Mapa da Indústria de Gás Natural no Rio de Janeiro, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e a visão das empresas sobre as oportunidades de mercado e para o futuro do gás natural com destaque para o Rio. A Petrobras apresenta o posicionamento para o mercado do energético e a NTS faz uma avaliação da importância de um sistema integrado de transporte de gás natural.

Já o BNDES apresenta as perspectivas para o gás natural como fator de desenvolvimento da mobilidade urbana e a Marlim Azul Energia os benefícios do parque termoelétrico em Macaé. A Naturgy destaca o papel da distribuidora na abertura do mercado do gás e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro faz uma avaliação de potencial de expansão do mercado de gás no Rio.

De acordo com o estudo, no Brasil, entre 2014 e 2019, a produção total aumentou em mais de 30%, enquanto a produção líquida cresceu apenas 9%. No entanto, a reinjeção subiu mais de 150% e houve queda de 54% na importação, confirmando a mudança no perfil da oferta total de gás no estado, passando a ser majoritariamente nacional (de 45% para 70%).

Já no estado do Rio de Janeiro, no mesmo período, a produção total aumentou em mais de 110% e a produção líquida cresceu mais de 70%. Já a reinjeção teve um aumento de mais de 440%. Assim, mesmo com expressivo aumento na reinjeção do produto no estado, a disponibilidade do energético foi puxada pelo crescimento da produção no Rio de Janeiro, que aumentou em 15 pontos percentuais sua participação na produção líquida total do país.

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A apresentação dos dados para o setor serve de base para estimular o desenvolvimento e a competitividade no futuro. | Foto: Paula Johas


Na abertura do evento na Casa Firjan, o presidente da federação, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, ressaltou a importância de todos os agentes desse mercado estarem atuando para melhorar o ambiente de negócios do gás natural. Segundo ele, a diversificação de agentes contribui para baixar os custos e dar mais transparência ao setor. “Tenho a certeza de que esse encontro é um grande passo para avançarmos em direção de um ambiente de negócios mais competitivo e com resultados mais efetivos”, disse Eduardo Eugenio.

Já a gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Karine Fragoso, afirmou que são enormes os desafios para a consolidação do novo mercado de gás com objetivo de tornar o mercado e preço do produto mais competitivos, mas que os benefícios a serem colhidos são ainda maiores.

Para Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan Leste Fluminense e do sindicato da Indústria de Refinação e Moagem de Sal do estado do Rio, o novo mercado de gás vai provocar uma nova dinâmica e um novo alinhamento de desenvolvimento industrial. “Esse evento foi importante para mostrar as perspectivas para o próximo ano, para que os empresários possam se preparar e visualizar oportunidades de negócios”, disse.

Celso Mattos, presidente do sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio (Sindirepa), lembrou que o gás natural é muito importante não só para o setor automotivo, mas para todo o estado do Rio de Janeiro. “O seu uso traz aumento de competitividade, estímulo à produção da indústria e quanto mais difundido for, mais chance de gerar o seu barateamento”, afirmou.

No painel, que discutiu os “Avanços no arcabouço regulatório do gás”, o diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Mauro, declarou que até 2030, o país deve mais que duplicar a produção líquida de gás natural. Segundo ele, a estimativa prevê um salto dos atuais 59 milhões para 147 milhões de metros cúbicos (m³) ao dia.

Participaram ainda da discussão, Aldo Barbosa, diretor substituto do departamento de Gás Natural do MME; Hélio da Cunha Bisaggio, superintendente de Infraestrutura e Movimentação da ANP; e Celso Bastos, superintendente de Óleo, Gás e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais do governo do estado do Rio.

Já o segundo painel discutiu as “Oportunidades para o Rio e a visão do mercado para o futuro do gás natural”. O debate reuniu Andre Pompeo, gerente do Departamento de Gás, Petróleo e Navegação do BNDES; Álvaro Tupiassú, gerente geral da Petrobras; Ricardo Pinto, diretor comercial da NTS; Bruno Chevalier, presidente da Arke Energia/ Marlim Azul Energia; e Katia Repsold, presidente da Naturgy.

Acesse o documento “Perspectivas do Gás Natural no Rio de Janeiro”.

Confira as apresentações:

Petrobras
Naturgy
Governo do Estado do RJ 
Empresa de Pesquisa Energética (EPE) 
BNDES
Arke - Marlim Azul Energia 

 
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