A corrente de comércio brasileira somou US$ 208 bilhões até o mês de abril deste ano, representando um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Rio de Janeiro registrou US$ 27 bilhões, um aumento de 13%, mantendo-se como um dos principais participantes nacionais, com atuação de 13% no total movimentado pelo país no acumulado do ano, de acordo com o Boletim Rio Exporta, produzido pela Firjan.
Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do estado do Rio de Janeiro somaram US$ 18,4 bilhões, apresentando uma expansão de 25% em relação ao mesmo período de 2025. Esse resultado decorre, em parte, do aumento nas vendas de sete das dez principais indústrias do estado.
Entre os segmentos que contribuíram para esse resultado, está a indústria de Máquinas e Equipamentos, que subiu 197% nos embarques, com valor total de US$ 642 milhões. As vendas de bombas, compressores, ventiladores e componentes do setor registraram avanço de mais de 1000%, atingindo US$ 329 milhões.
Também se destaca o crescimento de 299% nas exportações da indústria de Outros Equipamentos de Transporte, causado pelo aumento de 373% nos embarques de partes de motores e turbinas para aviação (US$ 458 milhões), para mercados como Estados Unidos, França, México, Colômbia e Chile.
Acesse o Boletim Rio Exporta no Observatório Firjan
Comércio de petróleo
Nos quatro primeiros meses deste ano, as exportações fluminenses de óleos brutos de petróleo totalizaram US$ 14,4 bilhões, um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. A China manteve-se como principal destino, com participação de 58% (US$ 8,4 bilhões) e aumento de 101% nos embarques. Destacaram-se também as exportações para a Índia, no valor de US$ 1,2 bilhão, que continuam em trajetória de alta, com crescimento de 42%.
Já nas importações de óleos brutos de petróleo, o Rio de Janeiro somou US$ 880 milhões no período, um aumento de 8% em relação a 2025, influenciado pelo crescimento de 52% nas compras oriundas da Guiana, um total de US$ 335 milhões.
As exportações fluminenses no geral, com exceção do petróleo, chegaram a US$ 4 bilhões, com aumento de 36% no acumulado até abril. A má notícia é a redução nas vendas para os mercados do Mercosul, com redução de 19%. Esse dado foi puxado, principalmente, por uma queda de 27% nas exportações para a Argentina, maior parceiro comercial do estado no bloco, com recuo de 35% nas vendas de automóveis de passageiros para o mercado.
Destacam-se também os embarques para a Ásia (US$ 1,1 bilhão), com crescimento de 111%, impulsionado pelo avanço de 270% nas vendas para Singapura (US$ 604 milhões), especialmente de bombas, compressores, ventiladores e seus componentes (US$ 308 milhões).
Importações fluminenses
No mesmo período, as importações do estado diminuíram 7%, totalizando US$ 8,6 bilhões até abril, em relação a 2025. Esse desempenho foi puxado, principalmente, pela diminuição de 49% nas aquisições de bens intermediários (US$ 3 bilhões) e de 31% nas de bens de consumo duráveis (US$ 120 milhões). Como reflexo, sete das dez principais indústrias fluminenses apresentaram queda nas compras internacionais.
A indústria de Máquinas e Equipamentos (US$ 604 milhões) registrou redução de 18%, influenciada pela retração de 59% nas importações de rolamentos e engrenagens (US$ 81,2 milhões). Em contrapartida, a indústria de Metalurgia totalizou US$ 769 milhões, com alta de 29%, representando 9% da pauta importadora do estado.
No que se refere às importações fluminenses, excluindo petróleo, observou-se uma redução de 8% até abril, totalizando US$ 7,7 bilhões. Apesar dessa queda, o Rio de Janeiro registrou crescimento nas compras de três dos dez principais parceiros comerciais. A Coreia do Sul (US$ 2,5 bilhões) teve aumento de mais de 1000%, impulsionado pelo crescimento nas importações de plataformas de perfuração, dragas e demais flutuantes (US$ 2,4 bilhões).