A Firjan ressalta que a continuidade do ciclo de redução da Selic - que nesta quarta-feira (5/8) passou de 14,25% para 14,00% ao ano - representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e restringe os investimentos e a expansão do setor industrial.
Para a federação, a redução gradual da taxa básica é necessária, porém ainda insuficiente para alterar de forma consistente o quadro de restrição enfrentado pela indústria. O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além das restrições domésticas, o ambiente externo continua desafiador, com tensões geopolíticas, volatilidade de commodities e incertezas no comércio internacional pressionando cadeias produtivas e custos de insumos.
Diante desse cenário, a Firjan reforça que a redução da Selic precisa ser acompanhada por avanços que permitam uma queda mais consistente dos juros e dos custos de produção no país. E que, para isso, é indispensável o fortalecimento da credibilidade fiscal, a redução dos prêmios de risco e a continuidade da agenda de redução do Custo Brasil. A combinação entre equilíbrio das contas públicas, maior previsibilidade econômica e melhoria do ambiente de negócios é essencial para que a flexibilização monetária se traduza em mais investimentos, produtividade e competitividade para a indústria.