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Competitividade / Firjan/ Infraestrutura

Maior disponibilidade de gás natural fortalece cadeia petroquímica e de fertilizantes no estado do Rio

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Publicado em 03/11/2026 17:50  -  Atualizado em  04/11/2026 10:09

O estado do Rio se consolida em 2026 como celeiro energético do país e pode se tornar o epicentro de uma reindustrialização baseada em produtos químicos de alto valor agregado e em fertilizantes para produção de alimentos no país. Com uma carteira de investimentos que supera a marca de R$ 25 bilhões projetada até 2030, a indústria fluminense avança através de mercados de petróleo, gás, energia e naval.

O objetivo é fazer com que a agregação de valor do petróleo e do gás natural aconteça no estado. Essa transformação ganha urgência diante de um cenário geopolítico internacional volátil, marcado por choques logísticos e pressões sobre cadeias globais de suprimentos.

As avaliações integram a publicação “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2026”, produzida pela Firjan SENAI SESI, e que foi lançada nesta quarta-feira (4/11). “Chegamos a 2026 com uma mensagem muito clara:  o Rio de Janeiro se coloca, de forma cada vez mais efetiva, com infraestrutura portuária, energia abundante, disponibilidade de insumos, capacidade tecnológica, mão de obra qualificada e mercado para fortalecimento de novos investimentos nas indústrias petroquímica e de fertilizantes”, destaca Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan.

De acordo com Caetano, o desafio agora é transformar todo esse potencial em produção, empregos e renda. “O petróleo e o gás natural são riquezas fundamentais do nosso estado. Mas o seu valor para a sociedade só se multiplica verdadeiramente quando essas matérias-primas percorrem a cadeia de valor e chegam à indústria química, aos plásticos, aos materiais especiais e aos fertilizantes”, complementa.

Petroquímica Integrada

De acordo com o documento, que chega a sua quinta edição, a entrada em plena operação da infraestrutura do Projeto Rota 3 e do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, aumentou o patamar de disponibilidade de insumos no estado. Com a capacidade de processamento de gás natural impulsionada pelos dois módulos da UPGN do Complexo, o Rio dispõe de uma oferta robusta de gás natural para alimentar a cadeia petroquímica e de fertilizantes. 

Também o tradicional Polo Petroquímico de Duque de Caxias desempenha um papel fundamental. O polo abriga investimentos relevantes em modernização. Destaca-se o projeto Transforma Rio, da Braskem, que prevê um aporte da ordem de R$ 4,3 bilhões para a construção de um novo cracker de etano e a ampliação da produção de polietileno em aproximadamente 230 mil toneladas anuais.

Também a partir de 2028, o Projeto Raia, liderado pela Equinor, poderá adicionar 16 milhões de m³/dia de gás natural ao mercado brasileiro, gerando novas oportunidades para as indústrias petroquímica e de fertilizantes.

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo

Fertilizantes e soberania alimentar

Com contribuições de parceiros públicos e privados, o estudo ressalta que o estado fluminense assume protagonismo institucional e tecnológico: além da sede do CEFENP - Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas -, o Rio de Janeiro também contará com o hub escalonamento de tecnologias.

“Além disso, tem os novos complexos industriais no Norte Fluminense, com projetos em Macaé e no Porto do Açu, em São João da Barra, que visam implantar unidades produtoras de fertilizantes nitrogenados de grande porte, aproveitando a proximidade com os gasodutos do pré-sal para a produção de amônia e ureia”, aponta a gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan SENAI SESI, Karine Fragoso.

O ano de 2026 impôs um teste severo à cadeia produtiva com a escassez global e a disparada nos preços do enxofre (insumo vital para a fabricação de ácido sulfúrico). A crise evidenciou que a soberania agrícola não depende apenas de nitrogênio (N), potássio (P) e fósforo (K), mas de toda a cadeia de insumos intermediários. 

“O grande desafio da próxima década já não é a descoberta de recursos, mas a execução coordenada de políticas que garantam preços competitivos de gás natural, segurança jurídica e previsibilidade regulatória. Ao transformar a sua riqueza geológica em valor industrial, o Rio de Janeiro lidera a retomada da soberania produtiva do Brasil, gerando emprego e renda”, diz Karine. 

Esta 5ª edição, conta com a participação da Firjan SENAI SESI, além da Petrobras, Braskem, Nitriflex,  Sindicato da Indústria de Produtos Químicos Para Fins Industriais do Estado do Rio de Janeiro (Siquirj), Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Associação das Empresas de Campos Elíseos (Assecampe), Veirano Advogados e PSR Energy, e Conselho Empresarial da Firjan Caxias e Região com as análises sobre Petroquímica. Já o capítulo Fertilizantes, tem artigos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDES-RJ), Mottanai Brasil, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert).

 
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