A Firjan ressalta que, apesar do bom desempenho da indústria brasileira no ano, os dados sugerem que os segmentos possuem resultados bem distintos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial registrou alta de 0,7% em abril em relação a março, na série com ajuste sazonal. Com isso, o setor acumulou crescimento de 1,7% no primeiro quadrimestre e alcançou o quarto resultado positivo consecutivo. Se por um lado a atividade extrativa, que acumula crescimento de 9,3% no ano, continua sendo a principal responsável por esse avanço - beneficiada pelo ambiente de valorização das commodities -, por outro, a indústria de transformação (+0,3% no ano) segue operando cerca de 15% abaixo do nível máximo registrado em maio de 2011.
A manutenção da taxa Selic em 14,5% ao ano, aliada à pressão sobre custos de produção decorrente do encarecimento da energia, dos fretes e de insumos estratégicos, continua limitando investimentos e restringindo uma recuperação mais robusta do setor. Diante desse cenário, a Firjan reforça que a recuperação sustentável da indústria brasileira exige a redução dos custos estruturais que oneram a atividade produtiva. Esse processo passa pelo fortalecimento da credibilidade fiscal e pela previsibilidade das políticas públicas. A ausência de uma trajetória consistente de equilíbrio das contas públicas mantém elevada a percepção de risco da economia, dificultando a redução dos juros e limitando os investimentos necessários para ampliar a produtividade.