<img height="1" width="1" style="display:none;" alt="" src="https://px.ads.linkedin.com/collect/?pid=4124220&amp;fmt=gif">
Portal Sistema Firjan
menu☰

Notícias

Economia do Rio / Competitividade/ Firjan

ICEI-RJ cresce em outubro, mas empresários completam 22 meses com falta de confiança

Tempo médio de leitura: ...calculando.

Publicado em 23/10/2026 16:48  -  Atualizado em  23/10/2026 16:57


No encerramento do terceiro trimestre de 2026, o Índice de Confiança do Empresário Industrial Fluminense (ICEI-RJ), levantamento produzido pela Firjan, registrou avanço, alcançando 49,5 pontos em outubro. O resultado representa uma alta de 4,0 pontos em comparação a setembro, mês em que o indicador havia marcado 45,5 pontos. Com esse movimento, a percepção do setor industrial fluminense se aproximou da linha divisória dos 50 pontos — patamar que separa o otimismo do pessimismo.

Ainda que o índice tenha superado o desempenho de outubro do ano passado (quando registrou 48,0 pontos) e permanecido acima da média nacional do ICEI Brasil (46,2 pontos), o dado consolida uma marca preocupante: são 22 meses consecutivos abaixo dos 50 pontos. Na prática, o setor produtivo fluminense continua a transitar fora do terreno da confiança plena.
  
De acordo com a Firjan, este cenário expõe uma clara divergência entre a avaliação do momento presente e a projeção para os próximos meses. O Indicador de Condições Atuais, por exemplo, ficou em 41,2 pontos em outubro, o que representa um acréscimo de 1,6 ponto frente a setembro. No entanto, o índice completa 31 meses consecutivos no campo pessimista e permanece distante de sua média histórica de 44,2 pontos.

Já a desconfiança macroeconômica prevalece tanto na avaliação da economia brasileira (35,7 pontos) quanto no Rio de Janeiro (37,0 pontos). A visão sobre as próprias empresas, embora também pessimista (43,6 pontos), apresenta-se em um patamar ligeiramente menos desfavorável.

Em contrapartida, o Indicador de Expectativas retornou ao campo otimista ao avançar 5,1 pontos, atingindo 53,6 pontos. O otimismo é puxado principalmente pela percepção dos empresários em relação às suas próprias empresas (56,4 pontos).

Para que a indústria fluminense recupere uma trajetória de crescimento consistente, o ambiente econômico precisará de avanços profundos - Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan

No âmbito macroeconômico, embora as visões sobre o Brasil (48,2 pontos) e o estado fluminense (47,7 pontos) sigam tecnicamente no campo pessimista, houve uma recuperação, com a expectativa estadual igualando exatamente a sua média histórica. Essa guinada reflete, sobretudo, a proximidade do final do ano, período tradicionalmente benéfico para o ritmo da indústria.

Diante desse panorama, a federação ressalta que, embora o aquecimento sazonal de fim de ano traga um fôlego bem-vindo ao setor produtivo, apontar uma reversão definitiva do cenário ainda é prematuro. “Para que a indústria fluminense recupere uma trajetória de crescimento consistente, o ambiente econômico precisará de avanços profundos. Isso inclui a busca por previsibilidade, melhorias reais nas condições de acesso ao crédito e a consolidação de políticas públicas voltadas à competitividade, à inovação e à disciplina fiscal, elemento fundamental para que os juros possam recuar de forma estrutural nos próximos períodos”, aponta o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

Principais Entraves

Apesar do alívio nas expectativas de curto prazo, o ambiente de negócios fluminense continua severamente limitado por obstáculos estruturais e conjunturais. A elevada carga tributária segue firmemente no topo da lista de reclamações dos industriais, sendo apontada por 37,2% dos empresários como o principal entrave aos negócios do Rio.

Os empresários também apontam a demanda interna insuficiente, ocupando a segunda posição nos entraves e mencionada por 33,3% dos industriais (ante 29,0% no trimestre anterior), refletindo o enfraquecimento do consumo interno.

As taxas de juros elevadas subiram para a terceira colocação, preocupando 30,8% do setor produtivo. Mesmo em meio a ajustes na taxa Selic (estabelecida em 13,75%), o custo do crédito continua altamente restritivo, penalizando o capital de giro e congelando novos cronogramas de investimentos fabris.

 
Para Empresas
Competitividade Empresarial Educação Qualidade de Vida
 
 

Utilizamos cookies para uma melhor experiência de navegação. Conheça nossa Política de Privacidade.