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Com apoio da Petrobras, Firjan SENAI SESI lança Anuário do Petróleo no Rio 2026

Raul Sanson, vice-presidente da Firjan, ao lado de Magda Chambriard e Luiz Césio Caetano

Raul Sanson, vice-presidente da Firjan, ao lado de Magda Chambriard e Luiz Césio CaetanoFoto: Vinícius Magalhães

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Publicado em 01/07/2026 12:08  -  Atualizado em  01/07/2026 13:04

Um dos cartões-postais do Rio, o Museu de Arte Moderna sediou, em 23/6, o lançamento da 11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio, evento que contou com patrocínio da Petrobras e presença da presidente da empresa, Magda Chambriard. Ao longo da noite, o público assistiu à apresentação da publicação que, ao fornecer dados confiáveis sobre o mercado de petróleo no estado e no país, cumpre um papel ainda mais estratégico neste ano devido às tensões geopolíticas internacionais que preocupam o mundo.

O Anuário da Firjan SENAI SESI reúne análises e perspectivas de instituições públicas, empresas, associações e especialistas sobre os desafios e oportunidades que devem moldar o futuro da indústria de petróleo e gás natural. Os números confirmam o protagonismo fluminense no mercado nacional, destacando os potenciais e as oportunidades para o desenvolvimento das atividades nos próximos anos.

No discurso de abertura do evento, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, apresentou o slogan “O petróleo está em tudo”, em defesa da importância desta indústria. “O Rio de Janeiro é petróleo, veste petróleo, se movimenta com petróleo, se alimenta, vive e constrói com petróleo”, destacou.

A mensagem foi reforçada em um vídeo institucional que mostra a presença do produto e de seus derivados em diversas situações cotidianas. Caetano também lembrou que o contexto geopolítico global colocou o petróleo em evidência, devido à diminuição da oferta mundial provocada pelo conflito entre Irã e Estados Unidos, e que ele se transformou em uma commodity estratégica central na definição de políticas que garantem a soberania de um país.

“Se foi possível incluir o Brasil entre os países autossuficientes em produção de óleo, ao longo dos últimos 20 anos, muito se deve aos recursos do Estado do Rio de Janeiro e de uma indústria que aqui se estabeleceu há quase meio século”, disse Caetano. “Regiões produtoras precisam ser protegidas, esse é o caso do Rio de Janeiro. Não é só pelo Rio de Janeiro, é pelo país, pelo estado, pelas empresas e pela sociedade”, acrescentou o presidente.

Caetano citou como exemplo do potencial de desenvolvimento do mercado de petróleo e gás no estado o Complexo Boaventura, no município de Itaboraí. O presidente afirmou que o polo industrial é visto pela federação como um projeto estratégico, pela capacidade de agregar valor à produção local e de desenvolver uma nova cadeia produtiva no entorno do complexo.

Já Magda Chambriard disse estar atenta para o protagonismo do Rio na indústria petrolífera e acrescentou que o Complexo Boaventura é um exemplo do potencial econômico do estado no mercado.

“Não estamos falando só de refino, mas também de petroquímica, de reúso de água, entre outras vertentes. Estamos falando também de uma sinergia importantíssima entre produção de petróleo, produção de gás, processamento de gás, geração de energia elétrica, aproveitamento de água, petroquímica”, observou.

Clique aqui e acesse os dados dinâmicos da publicação no Observatório Firjan

Investimento em mão de obra qualificada

Devido às perspectivas de crescimento, a Firjan SENAI SESI vem investindo em projetos para aumentar a qualificação de mão de obra na indústria, de acordo com Caetano. Entre os exemplos citados no discurso, estão o Programa Autonomia e Renda Petrobras, que tem o objetivo de ampliar oportunidades de formação e empregabilidade na indústria para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Também foi mencionado o Escritório de Carreira, que oferece a alunos e recém-formados da Firjan SENAI preparação para o mercado de trabalho.

O diretor-executivo da Firjan SENAI SESI, Alexandre dos Reis, destacou os investimentos deste ano nas unidades de ensino. Entre os projetos previstos, está o lançamento de dois centros de treinamento marítimo. Reis ressaltou a força de unidades Firjan SENAI SESI como a de Macaé – com muitos cursos focados na indústria de petróleo e gás –, que conta com cerca de 3 mil alunos. Ele também exaltou os avanços em pesquisa e tecnologia das unidades Parque Tecnológico e DigiTech

“Esse anuário é sobre o que queremos para o futuro. É um documento que aborda a projeção de crescimento da indústria petrolífera e de que forma este avanço pode impulsionar a economia fluminense. Esse é o nosso papel como Sistema Firjan: provocar o poder público nesses eixos”, pontuou o diretor. 

Oportunidade de crescimento

A gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan SENAI SESI, Karine Fragoso, explicou dados técnicos e funcionalidades do anuário. Durante a explanação, comemorou o avanço da produção, mas demonstrou preocupação com a reposição das reservas. “O Rio de Janeiro é responsável por 88% da produção de petróleo do Brasil. Isso diz muito do que representa o Rio de Janeiro, de como o estado se constrói e se modela para poder atender a essa indústria”, observou.

 
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