
Luiz Carlos Barreto, durante reunião do Conselho da Indústria Criativa da Firjan.Foto: Divulgação / Firjan
Produtor, diretor e fotógrafo de cinema, Luiz Carlos Barreto faleceu nesta quarta-feira (22/7) aos 98 anos. Um dos maiores nomes da história da sétima arte brasileira, manteve, ao lado de sua esposa, Lucy, a L.C. Barreto Produções Cinematográficas por 63 anos. Como produtor, esteve à frente de cerca de 80 filmes, sendo um dos grandes responsáveis pelo fomento à indústria audiovisual.
“Luiz Carlos e Lucy mantiveram uma profunda relação com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro ao longo dos anos. Foram membros ativos do nosso Conselho Empresarial da Indústria Criativa e estiveram presentes na inauguração do Centro de Referência em Cinema e Audiovisual da Firjan SENAI SESI Laranjeiras”, lembrou Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.
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| Inauguração do Centro de Referência em Cinema e Audiovisual Firjan SENAI SESI Laranjeiras, em 2022. | Foto: Vinicius Magalhães / Firjan. |
Luiz Carlos e Lucy mantiveram uma profunda relação com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro ao longo dos anos. Foram membros ativos do nosso Conselho Empresarial da Indústria Criativa e estiveram presentes na inauguração do Centro de Referência em Cinema e Audiovisual da Firjan SENAI SESI Laranjeiras. Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.
À época da inauguração do Centro de Referência, em 2022, Barretão, como era conhecido no meio artístico, destacou: “É uma oportunidade para se fazer um novo ‘Cinema Novo’, de uma economia mais voltada para o cultural. O cinema é uma indústria de transformação, pegamos a matéria-prima da cultura, dos hábitos populares, e transformamos em produto.”
A fala de Barreto fez referência à sua forte atuação no chamado Cinema Novo. Ele foi diretor de fotografia de dois grandes longas nacionais, nos anos 60: “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos santos, e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha. Também foi roteirista, com Anselmo Duarte, de “O pagador de promessas” (1962), que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Como produtor, esteve à frente de grandes sucessos, como “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), de Bruno Barreto, seu filho mais velho; Bye Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues; e “Memórias do Cárcere” (1983), de Nelson Pereira dos Santos. Também esteve à frente da produção de “O Quatrilho” (1995), de Fabio Barreto, seu filho do meio, falecido em 2019; e “O que É Isso Companheiro?” (1997), também de Bruno. O legado da L.C. Barreto segue sendo mantido pela filha mais nova do casal, Paula.
“Luiz Carlos faz parte daquele grupo de brasileiros que pensa o país acima de tudo. Foi um nacionalista convicto. Um homem único. O Cinema perde seu apóstolo-mor”, complementou Glaucia Camargos, presidente do Conselho da Indústria Criativa da Firjan.
Por conta de sua atuação e dos anos de serviços prestados à indústria fluminense por meio da L.C. Barreto, Luiz Carlos e Lucy foram homenageados com o nome de uma sala na Casa Firjan, em novembro de 2023. Localizada no térreo do Palacete Linneo de Paula Machado, patrimônio histórico nacional, a sala é uma homenagem ao audiovisual brasileiro e um reduto dedicado à cultura, à inovação e exibições.
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| Luiz Carlos e Lucy Barreto em inauguração de sala, na Casa Firjan, em 2024. | Foto: Paula Johas / Firjan. |