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Firjan lamenta o falecimento de Luiz Carlos Barreto, grande nome do cinema nacional

Luiz Carlos Barreto, durante reunião do Conselho da Indústria Criativa da Firjan.

Luiz Carlos Barreto, durante reunião do Conselho da Indústria Criativa da Firjan.Foto: Divulgação / Firjan

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Publicado em 22/07/2026 12:39  -  Atualizado em  22/07/2026 14:39

Produtor, diretor e fotógrafo de cinema, Luiz Carlos Barreto faleceu nesta quarta-feira (22/7) aos 98 anos. Um dos maiores nomes da história da sétima arte brasileira, manteve, ao lado de sua esposa, Lucy, a L.C. Barreto Produções Cinematográficas por 63 anos. Como produtor, esteve à frente de cerca de 80 filmes, sendo um dos grandes responsáveis pelo fomento à indústria audiovisual.

“Luiz Carlos e Lucy mantiveram uma profunda relação com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro ao longo dos anos. Foram membros ativos do nosso Conselho Empresarial da Indústria Criativa e estiveram presentes na inauguração do Centro de Referência em Cinema e Audiovisual da Firjan SENAI SESI Laranjeiras”, lembrou Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.

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Inauguração do Centro de Referência em Cinema e Audiovisual Firjan SENAI SESI Laranjeiras, em 2022. | Foto: Vinicius Magalhães / Firjan.

Luiz Carlos e Lucy mantiveram uma profunda relação com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro ao longo dos anos. Foram membros ativos do nosso Conselho Empresarial da Indústria Criativa e estiveram presentes na inauguração do Centro de Referência em Cinema e Audiovisual da Firjan SENAI SESI Laranjeiras. Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.


À época da inauguração do Centro de Referência, em 2022, Barretão, como era conhecido no meio artístico, destacou: “É uma oportunidade para se fazer um novo ‘Cinema Novo’, de uma economia mais voltada para o cultural. O cinema é uma indústria de transformação, pegamos a matéria-prima da cultura, dos hábitos populares, e transformamos em produto.”

A fala de Barreto fez referência à sua forte atuação no chamado Cinema Novo. Ele foi diretor de fotografia de dois grandes longas nacionais, nos anos 60: “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos santos, e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha. Também foi roteirista, com Anselmo Duarte, de “O pagador de promessas” (1962), que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Como produtor, esteve à frente de grandes sucessos, como “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), de Bruno Barreto, seu filho mais velho; Bye Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues; e “Memórias do Cárcere” (1983), de Nelson Pereira dos Santos. Também esteve à frente da produção de “O Quatrilho” (1995), de Fabio Barreto, seu filho do meio, falecido em 2019; e “O que É Isso Companheiro?” (1997), também de Bruno. O legado da L.C. Barreto segue sendo mantido pela filha mais nova do casal, Paula. 

“Luiz Carlos faz parte daquele grupo de brasileiros que pensa o país acima de tudo. Foi um nacionalista convicto. Um homem único. O Cinema perde seu apóstolo-mor”, complementou Glaucia Camargos, presidente do Conselho da Indústria Criativa da Firjan.

Por conta de sua atuação e dos anos de serviços prestados à indústria fluminense por meio da L.C. Barreto, Luiz Carlos e Lucy foram homenageados com o nome de uma sala na Casa Firjan, em novembro de 2023. Localizada no térreo do Palacete Linneo de Paula Machado, patrimônio histórico nacional, a sala é uma homenagem ao audiovisual brasileiro e um reduto dedicado à cultura, à inovação e exibições.

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Luiz Carlos e Lucy Barreto em inauguração de sala, na Casa Firjan, em 2024. | Foto: Paula Johas / Firjan.

 
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