
Carla Pinheiro, diretora da Firjan e presidente do Conselho Empresarial de MulheresFoto: Marcelo Martins/Firjan
O Programa Mentoria para Mulheres foi lançado na última sexta-feira (28/8), na sede da Firjan, no Centro do Rio. A iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do IEL Nacional busca fortalecer a liderança feminina na indústria – uma causa que reflete a vocação da federação para alavancar o empreendedorismo e o protagonismo das mulheres no setor. Por meio de conexões com empresárias e lideranças experientes, a instituição visa promover a capacitação profissional e ampliar a presença feminina em cargos de gestão, contribuindo diretamente para o desenvolvimento empresarial do estado fluminense.
Durante a abertura, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, enfatizou o compromisso de sua gestão com a valorização da liderança feminina no setor industrial. “A Firjan IEL desenvolve lideranças empresariais com foco em inovação para acelerar a competitividade da indústria; portanto, implementar um programa de mentoria para mulheres faz total sentido para a nossa organização. Assim, promove um ambiente empresarial e industrial, bem como seu encadeamento produtivo, mais inclusivo, respeitoso e saudável”, disse.
Fortalecer a presença feminina na indústria está entre as diretrizes prioritárias da sua gestão, como enfatizou Caetano. Ele relembrou a criação, em 2022, do Conselho Empresarial de Mulheres da federação. “Em 2025, promovemos a realização da Feira Sou do Rio Empreendedoras, voltada para a valorização e promoção de negócios liderados por mulheres. A iniciativa foi repetida em 2026, quando também lançamos o Programa Mulheres na Liderança, uma formação dedicada ao desenvolvimento de mulheres em cargos de liderança com foco em soft skills e governança corporativa”, citou.
Pesquisa analisa diversidade
Caetano lembrou da “Pesquisa Firjan de Diversidade, Equidade e Inclusão na Indústria Fluminense”, desenvolvida para mapear e analisar a diversidade com foco nos marcadores de gênero e raça. Ele destacou que, no estudo, foi identificado que a inserção das mulheres na indústria fluminense, apesar de ter chegado ao seu maior nível histórico, ainda é um desafio, já que elas têm uma participação que não chega a 22%.
“Os dados colhidos pela pesquisa serão subsídios para estratégias de diversidade, equidade e inclusão. Cito, entre elas, estimular o fortalecimento da maturidade desta agenda em empresas nacionais e de menor porte e realizar ações para ampliar a inclusão de mulheres e pessoas negras”, apontou.
O estudo mostra também que o número de mulheres na indústria fluminense, que cresceu 70% desde 2020, é um avanço superior ao observado entre os homens (+34%). Isso, de acordo com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda em sua fala, o presidente da Firjan detalhou os quatro pilares de atuação do Conselho de Mulheres: promover ações de desenvolvimento profissional para mulheres; fomentar e apoiar o empreendedorismo feminino; promover a equidade de gênero em posições de liderança; e fomentar ações de prevenção e de enfrentamento à violência contra a mulher.
Mulheres unidas
A programação do evento reuniu lideranças femininas para compartilhar experiências de gestão. Para dar boas-vindas às mulheres presentes, Carla Pinheiro, presidente do Conselho Empresarial Firjan de Mulheres e representante da federação no Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME), destacou a adesão e o engajamento das participantes ao ver o auditório repleto de mulheres potentes que caminham com a gente, ressaltando a força coletiva no setor produtivo.
“A participação é gratuita, o formato é flexível e majoritariamente online. Os conteúdos são voltados ao desenvolvimento profissional e também ao desenvolvimento pessoal e autoconhecimento”, detalhou Carla Pinheiro, apontando a oportunidade de networking rico com empresárias de diferentes setores e de distintos estados.
A diretora de Governança Interna e Externa da CNI e coordenadora do Fórum Nacional da Mulher Empreendedora, Danusa Costa Lima, comentou que a iniciativa vai muito além de um programa de educação executiva. “É um espaço de conexão de lideranças, fundamentado nos pilares de governança, desenvolvimento de carreira e fomento a projetos que promovam o empreendedorismo feminino”, declarou.
Já Tânia Maria Costa Reis, CEO e fundadora do Grupo Serpa, e Márcia Meneghel, diretora da Trughel, levaram ao público feminino suas experiências e trajetórias empresariais. Elas compartilharam falas inspiradoras que enfatizaram a força e habilidade das mulheres para empreenderem e serem donas de suas escolhas profissionais.
Também prestigiaram este evento Isadora Remy, 1ª vice-presidente da Firjan CIRJ; Fernanda Hipólito, vice-presidente da Firjan e presidente do Rio + Pão; Elissandra Cândido, diretora da Firjan e presidente do Sinduscon-Sul; Maryá Nunes, presidente do Sindgraf Campos, e Kátia do Espírito Santo, vice-presidente do Firjan CIRJ e diretora do Sindibebi.
Sobre o programa
A apresentação detalhada da estrutura pedagógica do programa foi realizada por Cynthia Pinheiro Cumaru Leodido, gerente de Gestão Empresarial e Inovação do IEL Nacional. A executiva abordou o cronograma, organizado em quatro módulos sequenciais: autoconhecimento e liderança feminina; estratégia e gestão empresarial; governança e sustentabilidade nos negócios; e articulação de redes e conexões de mercado.
Segundo Cynthia, as participantes contarão com encontros virtuais quinzenais, sessões individuais e coletivas de mentoria, oficinas práticas de aplicação de ferramentas de gestão, além de webinars com especialistas e fóruns de integração interestadual, integrando o Rio de Janeiro, o Distrito Federal e o Paraná.
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