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Economia do Rio / Firjan

Firjan analisa dados do IBGE e debate avanços e inovações no agronegócio do Estado do Rio

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Publicado em 29/10/2026 14:38  -  Atualizado em  29/10/2026 15:06

O Conselho Empresarial de Agronegócios, Alimentos e Bebidas da Firjan se reuniu, em 28/10, para conhecer o panorama da produção agropecuária do Estado do Rio de Janeiro com dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Antonio Carlos C. Cordeiro, diretor da Firjan e presidente do Conselho, comandou o encontro que teve como convidado o analista de dados de pesquisas agropecuárias contínuas do IBGE, Mauro Andreazzi. A reunião também apresentou projetos e iniciativas em desenvolvimento pela rede de institutos de inovação e de tecnologica da Firjan SENAI SESI para o segmento.

De acordo com os dados, o território fluminense aponta avanços e potencial na cadeia produtiva. O Rio de Janeiro se destacou nacionalmente como o segundo maior produtor de alface (115.186 toneladas) e está em terceiro na produção de abacaxi (169,5 milhões de frutos), com crescimento de 25,3%.

O café em grão também obteve destaque. O produto atingiu a liderança do Valor Bruto da Produção (VBP) do estado com R$ 800,5 milhões (20,1% do total fluminense) e aparece em sétimo lugar quando se fala em ranking nacional. O grão registrou altas de 9,6% em área (12.637 hectares), 36,1% em produção (25.891 toneladas), 53,6% no preço médio pago ao produtor (R$ 30,92/kg) e avanço de 109,1% no valor da produção, impulsionado pelo mercado de cafés especiais.

Ao mostrar o mapeamento do desempenho produtivo no Estado do Rio em 2025, Mauro enfatizou a metodologia: “não é um censo. São pesquisas subjetivas, feitas em parceria com dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-Rio), uma instituição pública, e da Defesa Agropecuária estadual para chegar a um consenso.”

O morango e o pimentão cultivados no estado do Rio também estão entre os destaques no ranking nacional, ambos em sexto lugar: o morango produziu cerca de 11 mil toneladas (R$ 221,8 milhões) e o pimentão somou 27.685 toneladas (R$ 97,6 milhões).

O tomate, conforme o levantamento, gerou R$ 452,8 milhões (10º no Brasil) e teve queda de 7,8% no volume (114.426 toneladas) e recuo de 1,6% no valor, apesar do avanço de 6,7% no preço médio (R$ 3,96/kg). A cana-de-açúcar obteve R$ 436 milhões (14º no país). A cana ocupa 46,1% da área agrícola do território fluminense.
A mandioca obteve acréscimo de 13,4% em colheita (174.291 toneladas) e 27,0% em receita (R$ 248,8 milhões). Já a laranja recuou 3,5% em área (4.417 hectares), 18,3% em produção (60.385 toneladas) e 23,7% em valor (R$ 189 milhões, 10º no país). A banana (cacho) somou R$ 182,8 milhões (+12,8%).

Atuação dos municípios

Entre os municípios com maior valor bruto de produção agrícola, São Francisco de Itabapoana lidera com R$ 444,1 milhões (+18,0%). Em seguida, estão Nova Friburgo com R$ 384,7 milhões (+22,4%), Varre-Sai com R$ 333 milhões (+120,9%), Porciúncula com R$ 332,4 milhões (+103,3%) e Campos dos Goytacazes com R$ 278,4 milhões (+29,3%). Registraram recuo Sumidouro (-6,8%, para R$ 227,9 milhões), Teresópolis (-14,9%, para R$ 166,4 milhões) e Paty do Alferes (-26,6%, para R$ 99,9 milhões).

Na pecuária, a produção de ovos de galinha alcançou 20,3 milhões de dúzias (alta de 29,43%), gerando R$ 185 milhões. Ficou atrás apenas do leite de vaca, cuja produção alcançou 379,2 milhões de litros (gerando R$ 987,9 milhões), com leve recuo de 0,3% no preço médio pago ao produtor (R$ 2,61/litro).

O mel cresceu 10,8% em volume (448 toneladas), somando R$ 23 milhões. Na aquicultura, a tilápia respondeu por 69,7% do VBP aquícola estadual, com 2.372 toneladas (+46,2%) e R$ 30,2 milhões. Mangaratiba segue como maior produtora (800 toneladas, alta de 73,9%), seguida por Paraíba do Sul (284 toneladas, salto de 158,2%). 

Na silvicultura, o eucalipto ocupou 26.618 hectares (-2,0%), concentrado em Resende (8.397 hectares; 31,5% do total), movimentando R$ 35,6 milhões em madeira em tora (+11,5%) e R$ 20,3 milhões em lenha.

Pesquisa aplicada e soluções tecnológicas

O pesquisador do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde (ISI QV), Marcos Vinicius Miranda Mesquita, apresentou o trabalho realizado na Firjan SENAI SESI Parque Tecnológico, no apoio à indústria de alimentos e bebidas. “Esse eixo da Firjan SENAI atua para impulsionar a inovação industrial com foco em pesquisa aplicada, providenciando soluções para os desafios da indústria com a nossa rede de parceiros”, ressaltou.

Ele também enfatizou as parcerias com os centros tecnológicos da Firjan SENAI no Estado do Rio e Brasil, assim como com empresas e instituições de fomento. Entre elas, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que aporta recursos não reembolsáveis para os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Confira as principais iniciativas:

Ora-pro-nóbis: estudos e elaboração de artigos científicos para uso da planta em alimentos e suplementos; enriquecimento proteico com farinha vegetal.

Proteínas: biorrefinaria para extrair isolados proteicos alimentícios a partir de resíduos agroflorestais do cupuaçu e castanha-do-brasil.

Embalagens sustentáveis: pesquisa e prototipagem de embalagens primárias biodegradáveis e comestíveis em substituição aos plásticos fósseis de uso único.

Microbiorrefinarias móveis: contêineres que podem ser levados a locais remotos para processar resíduos e biomassa no local de origem.

Greening: diagnóstico molecular e controle biológico sustentável da praga do greening na citricultura com formulações verdes e peptídeos efetores.

Bebidas e conservação: formulação de bebidas com menor teor alcoólico com frutas nativas e conservantes alternativos.

Escala 5x2 e NR-1 na prática

No painel sobre a escala 5x2 na prática e seus próximos passos para adequação, Maria Rita Catonio Barbosa, gerente jurídica trabalhista da Firjan, esclareceu as principais dúvidas das empresas associadas a respeito da nova regulamentação da NR-1. Durante a sessão, ela respondeu às questões apresentadas, orientou sobre os procedimentos que ainda serão definidos e colocou-se à disposição para prestar suporte contínuo aos associados. 

 
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