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Em visita à Firjan, senador Carlos Portinho fala sobre os desafios da indústria durante o próximo governo

Luiz Cesio Caetano e o senador Carlos Portinho (PL-RJ)

Luiz Cesio Caetano e o senador Carlos Portinho (PL-RJ)Foto: Paula Johas

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Publicado em 20/10/2026 16:47  -  Atualizado em  21/10/2026 16:29

A reunião conjunta do Conselho Superior da Firjan e do Conselho de Administração da Firjan CIRJ, realizada nesta segunda-feira (19/10), contou com a presença do senador eleito para exercer o segundo mandato pelo estado do Rio, Carlos Portinho (PL). No encontro, o presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano, ressaltou a importância de promover reformas a fim de impulsionar o crescimento da indústria durante o próximo ciclo legislativo e destacou o impacto do fim da escala 6x1 na indústria.
 
“A partir do dia 16/12, as folhas de pagamento das empresas sobem 9%, um reajuste anual automático, e mais 9% por conta de um dia a mais de descanso remunerado, em função da redução de jornada de trabalho. São 18% no total. É extremamente necessário que este tema comece a ser discutido no Congresso", observou Caetano.
 
O presidente da Firjan acredita que a excessiva oneração dos custos com mão de obra pode provocar um grande impacto na produtividade no país, especialmente na industrial, já que, a partir da mudança na legislação trabalhista, não foram apresentadas alternativas para o empregador lidar com o aumento de encargos na contratação. O senador Portinho também comentou a questão e afirmou que é fundamental estar alerta à transição de governo, quando muitas medidas são aprovadas sem levar em conta o déficit orçamentário do governo, nem o impacto das decisões para o setor produtivo, em especial em relação ao fim da escala 6x1.

O presidente do Conselho Superior da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, corroborou a fala de Caetano. "Destaco que esse cenário atinge de forma muito mais severa as pequenas empresas. Setores como o de panificação e o de balcão, por exemplo, simplesmente não possuem margem para neutralizar esse aumento. Nossa expectativa, evidentemente, é que a partir da regulamentação possamos encontrar um equilíbrio e mitigar esses impactos", analisou o empresário.

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Foto: Paula Johas

 
“O trabalhador é muito importante para o setor produtivo, mas quem emprega também deve ser respeitado. Quem gera riqueza e produção? O setor produtivo não existe sem o empregador, nós não vamos conseguir aumentar o PIB se não estimularmos a produtividade da nossa indústria, do comércio e da exportação”, argumentou o senador reeleito.

Carlos Portinho também elogiou a representatividade da Firjan no Congresso Nacional e contou que, por diversas vezes, a instituição o ajudou a pleitear pautas para explorar as potencialidades do Estado do Rio, por meio de informações e estudos. O senador destacou o potencial da indústria fluminense e prometeu buscar incentivos para setores da economia fluminense, como o agronegócio, em especial a indústria de café, bem como a pesqueira – que, de acordo com diversos conselheiros, perdeu espaço para a indústria catarinense. 
 
“Temos grandes desafios de infraestrutura no nosso estado e precisamos avançar com três estradas de contorno caríssimas, mas fundamentais para o escoamento da produção: em Campos, em Sapucaia e em Itaperuna, evitando que o tráfego pesado de caminhões passe por dentro dos centros urbanos. Trato dessa pauta com atenção especial porque estive pessoalmente no trecho da BR-393, entre Jamapará e Sapucaia, e a situação da rodovia está precária depois do rompimento com a concessionária anterior, exigindo uma solução urgente para o contorno da cidade”, afirmou.
 
Biografia – Senador mais votado do estado do Rio, com 4.264.932 votos, o advogado Carlos Francisco Portinho, de 53 anos, é natural da cidade do Rio de Janeiro e foi secretário municipal de Habitação da capital do estado (2014) e secretário estadual do Ambiente (2016). Assumiu a cadeira no Senado em 2020, como primeiro suplente do deputado Arolde de Oliveira (PSD), morto pela covid-19. Em seu primeiro mandato parlamentar (2021-2026), foi o relator da Lei das Sociedades Anônimas do Futebol – SAFs (Lei 14193/21) e do Marco Legal das Startups (LCP 182/21).  

 
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