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Economia do Rio / Firjan

Conversas para um Rio de futuro: turismo e soft power impulsionam o desenvolvimento do Rio

Firjan e Grupo Bandeirantes promovem debates com especialistas, que apontam propostas para o desenvolvimento socioeconômico do Rio de Janeiro

Firjan e Grupo Bandeirantes promovem debates com especialistas, que apontam propostas para o desenvolvimento socioeconômico do Rio de JaneiroFoto: Paula Johas

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Publicado em 17/06/2026 17:15  -  Atualizado em  17/06/2026 18:13

Com o painel “Os motores do desenvolvimento”, o segundo debate da série ‘Conversas para um Rio de futuro’ discutiu como o turismo, a cultura, a infraestrutura e a inovação impulsionam o desenvolvimento do Rio. Promoção da Firjan em parceria com o Grupo Bandeirantes, os encontros reúnem especialistas para discutir propostas e ideias para o futuro do estado e que contribuirão com o debate eleitoral estadual deste ano.

Com a mediação do jornalista Rodolfo Schneider, diretor geral de Conteúdo do Grupo Bandeirantes, participaram do painel o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Josier Vilar; o CEO da GOL Linhas Aéreas, Celso Ferrer; a presidente Academia Brasileira de Cinema, Renata Magalhães; e o economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart. Em comum, todos destacaram o potencial cultural e econômico tanto da capital quanto dos municípios do interior fluminense. O grupo ressaltou os principais desafios para que o estado tenha um desenvolvimento sustentável ao longo dos próximos ano.

Saiba mais: Eleições 2026: Firjan e Grupo Bandeirantes fecham parceria para levar dados industriais a candidato

Presente ao painel que ocorreu na Casa Firjan, hub de inovação da federação, o  vice-presidente da Firjan CIRJ, Antonio Carlos Vilela, destacou que o debate foi fundamental para comprovar que a sociedade do Rio de Janeiro quer avançar, melhorar, mas que chegou no seu limite. “Nesse ambiente empresarial, há uma intenção de dar um basta a essa paralisia em termos de gestão e operação do estado. A sociedade pode retomar ativamente os caminhos do desenvolvimento”, afirmou.

Entusiasta do Rio de Janeiro, o CEO da Gol apontou o movimento das entidades empresariais e da sociedade fluminense em defesa da revitalização do aeroporto Galeão, a partir da limitação de passageiros no terminal Santos Dumont, como um momento chave para a companhia aérea decidir instalar o hub de voos internacionais na capital fluminense. Desde 2021, a Firjan defendia a necessidade de atrair mais voos, principalmente de outros países, para o terminal internacional que estava com a capacidade operacional muita defasada.

“O movimento das entidades empresariais, posteriormente com a adoção de políticas públicas da prefeitura e do governo do estado, foi decisivo para retomarmos voos a partir do Galeão. Hoje, 85% do nosso crescimento parte do Rio, saltamos de 17 para 100 voos na cidade, contou Celso Ferrer, que anunciou o voo Rio-Nova York, a partir de 8 de julho, além de Lisboa em setembro e Paris no fim do ano.

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Foto: Paula Johas

Jonathas Goulart reforçou que, geograficamente, o estado do Rio tem dois pilares fortes de desenvolvimento econômico: energia, em especial óleo e gás, e o soft power, com destaque para indústria criativa. O economista-chefe da Firjan tem desafios importantes a serem vencidos, como melhoria da infraestrutura logística e de qualidade da energia elétrica, segurança pública e questão fiscal. 

“O Rio de Janeiro tem um forte potencial logístico, mas também o Custo Rio para o empresário é muito alto. Temos que equalizar os problemas e assim manter e atrair novas empresas”, citou Goulart.

Como exemplo de crescimento sustentável, Josier Vilar destacou a implementação do complexo industrial da saúde, que abriga quatro pilares: o fabril (produção de medicamentos), o do conhecimento, de serviços e de inovação. Segundo ele, investir em inovação facilita todo o ecossistema industrial. Vilar também defendeu a criação da Marca Rio, como forma de aproveitar as qualidades e o potencial do Rio de Janeiro.

Renata Magalhães destacou a vocação natural da cidade do Rio de Janeiro como encontro da cultura brasileira e como a indústria criativa e do audiovisual são motores para desenvolver essa vocação. “A cultura é estratégica para o desenvolvimento de um estado, de um país. O Rio de Janeiro tem essa infraestrutura com estúdios, equipamentos e talento humano”, reforçou.

 
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