A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em reduzir a taxa Selic, de 14,50% para 14,25% ao ano, e dar continuidade ao processo de flexibilização monetária é positiva para a atividade econômica. No entanto, a Firjan ressalta que o nível dos juros segue em patamar restritivo, penalizando a capacidade de investimentos e a competitividade do setor produtivo.
“O contexto pelo qual passa a indústria nacional é desafiador. Além da elevação dos custos de insumos e dos fretes, decorrentes da instabilidade geopolítica global, o alto – e persistente - custo de capital é fator fundamental que reduz a competitividade dos produtos brasileiros no mercado interno e externo”, aponta o economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart.
De acordo com a federação, esse cenário adverso é percebido principalmente pela indústria de transformação, que permanece 16% abaixo de seu máximo histórico, segundo dados do IBGE. Embora o atual cenário externo imponha desafios econômicos adicionais à economia, a construção de condições favoráveis ao crescimento sustentável depende, sobretudo, de fatores domésticos.
Nesse sentido, a Firjan reitera que o fortalecimento da credibilidade fiscal é fundamental para garantir a continuidade do processo de flexibilização monetária de forma estruturada e crível. “Somente com harmonia entre a política fiscal e monetária será possível atrair investimentos e aumentar a produtividade e a competitividade do setor industrial”, acrescenta Goulart.