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Seminário sobre mobilidade urbana sugere integração dos modais e novas fontes de subsídios

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Publicado em 05/11/20 19:18  -  Atualizado em  06/11/20 17:16

As dificuldades enfrentadas por transportes públicos sobre trilhos com a queda considerável na demanda por causa da Covid-19 e a necessidade de ações para minimizar esses efeitos – que muitos consideram permanentes, principalmente devido ao novo modelo de trabalho remoto – foram questões traçadas no seminário virtual “O futuro da Mobilidade Urbana após a pandemia – Impactos nas concessões de transporte sobre trilhos”. Entre as soluções sugeridas, no encontro realizado pela Firjan em parceria com MetrôRio e SuperVia, estão a busca por novas fontes de subsídios e a integração dos modais.

Ao refletir sobre esses desafios, Guilherme Ramalho, presidente do MetrôRio (foto: acima, à direita), sinalizou que será inevitável um auxílio financeiro emergencial, no curto prazo, para garantir a viabilidade do sistema, diante das perdas. Segundo ele, é praticamente impossível, nesse contexto, manter o serviço apenas com tarifas dos usuários. “Como não temos clientes, ou caminhamos para um cenário de tarifas exorbitantes ou para absoluta inviabilidade de operação do sistema”, frisou.

Na visão de Ramalho, é justo que o transporte individual ajude a financiar o transporte coletivo. Além disso, ele afirma ser urgente a criação de uma autoridade metropolitana, para que haja um planejamento integrado de transporte em todo o Grande Rio, com revisão do bilhete único – de modo que haja mais recursos – e avanço na política de integração física e tarifária entre os modais.

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Mauro Viegas, presidente do Conselho Empresarial de Infraestrutura da Firjan (foto: abaixo, à direita), ressaltou que as necessidades de deslocamento após a pandemia não serão mais as mesmas. Ele acentuou que, no Rio, a situação é mais grave, uma vez que o modelo de financiamento dos transportes é sustentado pelas tarifas pagas pelos passageiros e defendeu que a “solução para esse novo normal passa por uma adequação e otimização total dos sistemas de transporte urbano”.

Já para Antônio Carlos Sanches, presidente da SuperVia (foto: abaixo, à esquerda), a questão regulatória é de suma importância, não só para o momento atual para se tomar decisões com celeridade, mas para o momento futuro, por conta da segurança jurídica. Ele observou a necessidade da revisão dos contratos de concessão, que são antigos.

Também para ele, a integração dos modais é fundamental, uma vez que há trechos em que trens concorrem com o metrô, em outros o trem compete com o BRT, e o caso do VLT que circula no Centro da cidade em meio aos ônibus. “Devemos focar na agilidade, no entendimento do socorro imediato às empresas que aponte para o futuro. Se ao fim da pandemia esse momento da mobilidade não estiver estruturado e preparado, a economia vai sofrer mais ainda”, previu.

O desafio principal do setor, na opinião de Marcio Hannas, presidente do VLT (foto: acima, à esquerda), é reequilibrar as concessões e manter o serviço à população. Para isso, discorreu entre três opções: aumentar as tarifas, o que afetaria a população e diminuiria a demanda; receber subsídio do governo, o que daria alívio aos moradores, mas, por outro lado, comprometeria ainda mais as finanças públicas; e otimizar o sistema de transportes, o que reduziria o custo, melhoraria o trânsito na cidade e no estado e encurtaria o tempo de deslocamento.

Entre as três alternativas, ele acredita que a mais célere pode ser a otimização do transporte. "Seria cada modal desempenhando seu papel de forma integrada e organizada e minimizando a sobreposição", disse Hannas. Ele reforçou ainda que o governo deve buscar outras fontes de subsídios ao transporte público, como taxar o transporte individual, reverter o valor dos estacionamentos para esse fim, assim como das multas aplicadas no trânsito.

Clique aqui para ver o seminário na íntegra. 

 

 
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