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Economia / Competitividade/ Firjan

Indústria volta a crescer em janeiro, mas juros e incerteza externa travam o setor

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Publicado em 06/03/2026 13:09  -  Atualizado em  06/03/2026 13:14

Após quatro meses consecutivos de baixo desempenho — período em que acumulou queda de 2,5% —, a Produção Industrial brasileira registrou crescimento de 1,8% em janeiro de 2026, frente ao mês anterior. Apesar de positivo o resultado não muda cenário desafiador do setor, que hoje se encontra 15,3% abaixo do seu pico histórico alcançado há 15 anos. 

Com a taxa básica de juros (Selic) mantida em 15% ao ano, um dos principais entraves continua sendo o custo do crédito, que atinge a indústria de transformação — setor mais sensível ao financiamento. Nos últimos doze meses, enquanto o segmento extrativo cresceu 6,3%, a transformação acumulou recuo de 0,6%, evidenciando o abismo entre as duas atividades.

A Firjan alerta que a escalada de incerteza no âmbito externo impõe um novo teste de resiliência à economia brasileira. O risco de um choque nos preços de energia, se prolongado, tende a pressionar a inflação e limitar o espaço para a queda dos juros, mantendo o custo do crédito elevado ao longo de 2026.

“Diante disso, a federação reitera que a construção de um ambiente macroeconômico estável — ancorada em uma reconfiguração estrutural dos gastos públicos — é imprescindível para reduzir o risco-país e permitir juros menores de forma sustentável”, afirma o economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart

Segundo ele, essa estabilidade ganha urgência com a recente aprovação do Acordo Mercosul-União Europeia no Senado: “o sucesso dessa abertura comercial depende de um Brasil com custos mais eficientes, capaz de aproveitar as novas oportunidades”, finaliza.

 
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