Oportunidades de negócios e o possível crescimento do fluxo comercial bilateral entre o Brasil, e em especial o estado do Rio de Janeiro, e Angola foram temas da reunião na sede da Firjan, em 13/5. O encontro, com mais de 100 participantes, contou com embaixadores, autoridades e empresários dos dois países e teve como mote a apresentação da Feira Internacional de Luanda – FILDA 2026, que ocorre entre 21 a 26/7.
Entusiasta e idealizador do programa de aproximação da Firjan como as nações do continente africano, o diretor da federação, Mauro Varejão, abriu o encontro destacando que Angola possui uma das economias mais dinâmicas da região e que há “um mar de oportunidades para a indústria brasileira e fluminense” no país que muito se aproxima do Brasil, tanto por ter a mesma língua quanto pela cultura.
“Brasil e Angola compartilham mais do que o idioma oficial. Compartilhamos fluxos comerciais vitais. Há oportunidade para as indústrias brasileiras investirem em tecnologia, infraestrutura e bens de consumo, entre outros setores. Assim, a participação na FILDA 2026, principal feira de negócios de Angola, é uma ótima oportunidade para os empresários brasileiros apresentarem seus produtos e buscarem parcerias locais”, convidou Varejão, que também é presidente do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos (Simagran-Rio).
Presente por videoconferência, a embaixadora do Brasil em Angola, Eugênia Barthelmess, também reforçou que a economia do país está se diversificando e que há oportunidades para o investimento externo. Ela alertou que outras nações estão investindo em Angola, que passou a integrar a Zona de Comércio Livre Continental Africana, reunindo 30 países e 300 milhões de consumidores. “Agora é a hora para o empresário brasileiro que quer internacionalizar seus produtos”, afirmou.
O cônsul-geral de Angola no Rio, embaixador Matheus de Sá Miranda, também destacou os laços que unem os dois países. Ele destacou que o seu país ainda está em reconstrução, após o fim da guerra, e busca a diversão da sua economia, para além do petróleo. Segundo Miranda, Angola é rica em recursos minerais, possui recursos hídricos abundantes e com grande capacidade energética.
FILDA 2026
Já o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Angola, Sebastião Nayt, colocou a instituição à disposição dos empresários fluminenses que desejam conhecer melhor o mercado angolano e promover negócios entre os dois países. Também a secretária de Estado para o Comércio e Serviços do país africano, Agusta Fortes, destacou que o governo angolano está à disposição para troca de conhecimentos e prestar todo o apoio a quem deseja investir em Angola.
Também por videoconferência, o presidente da FILDA 2026, Bruno Albernaz, apresentou a feira, em sua 41ª edição, como principal ponto de encontro para empresas, empreendedores e investidores, para impulsionar o desenvolvimento econômico de Angola. Segundo ele, estão previstas mais de 250 empresas expositoras este ano.
Por fim, o CEO da Bumbar Mining, Sebastião Panzo, fez uma apresentação sobre o setor industrial extrativista, para além da mineração de diamantes e rochas ornamentais. Ele destacou que Angola possui um portfólio forte de minerais críticos, como lítio, cobalto, cobre e terras raras, aguardando parcerias para exploração e produção. Panzo disse que há a expectativa de investimento brasileiro no setor, já que possui tecnologia adequada para agregar a indústria angolana.
Empresas associadas à Firjan interessadas nas oportunidades do mercado angolano e na FILDA 2026 poderão manifestar seu interesse clicando AQUI.
Mais informações também podem ser obtidas via Firjan Internacional através do e-mail internacional@firjan.com.br.