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Firjan: redução lenta da taxa de juros reflete fragilidades estruturais da economia brasileira

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Publicado em 29/04/2026 18:28  -  Atualizado em  30/04/2026 09:48

Apesar da recente redução da taxa Selic, de 14,75% para 14,50% ao ano, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Firjan evidencia que o nível de juros permanece significativamente restritivo, com efeitos adversos sobre o investimento produtivo e a competitividade da indústria.

O fato é que o ciclo de redução da taxa Selic tem ocorrido em intensidade inferior ao esperado, diante de um ambiente global mais desafiador e da falta de fundamentos macroeconômicos mais robustos para absorver choques externos. Dessa forma, o cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas e pressões sobre cadeias produtivas, tem elevado ainda mais os custos e exigido maior resiliência, sobretudo na indústria.

Nesse contexto, a ausência de avanços consistentes em reformas estruturais, somada a desalinhamentos na condução das políticas macroeconômicas, reduz a capacidade de absorção desses choques e contribui para a manutenção de um ambiente de maior risco e incertezas crescentes.

A Firjan reitera que a consolidação de uma trajetória sustentável de redução dos juros depende do fortalecimento do arcabouço fiscal, da previsibilidade das políticas públicas e do avanço de uma agenda voltada ao aumento da produtividade. Em períodos de maior incerteza, como o atual ciclo eleitoral, torna-se ainda mais relevante a adoção de medidas que reforcem a confiança e reduzam a percepção de risco do país. Esse é o caminho para a construção de uma economia robusta o suficiente para absorver choques externos sem que isso implique a penalização de um crescimento sustentado e de longo prazo.

 
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