<img height="1" width="1" style="display:none;" alt="" src="https://px.ads.linkedin.com/collect/?pid=4124220&amp;fmt=gif">
Portal Sistema Firjan
menu

Notícias

Firjan

Firjan IEL discute sobre o fim das certezas no Festival Futuros Possíveis

O cientista Luiz Fernando Borges, no auditório Aquário da Casa Firjan

O cientista Luiz Fernando Borges, no auditório Aquário da Casa FirjanFoto: Divulgação/Firjan

Tempo médio de leitura: ...calculando.

Publicado em 29/10/2024 15:51  -  Atualizado em  31/10/2024 10:45

É possível viver para sempre? Vamos controlar dispositivos com a mente? Esses e outros questionamentos foram desvelados na 7ª edição do Festival Futuros Possíveis, que reuniu pensadores do Brasil e do mundo em palestras, painéis, oficinas e experiências imersivas, para refletir sobre as inúmeras possibilidades que vão impactar as dinâmicas sociais e econômicas nos próximos anos. O festival, realizado nos dias 25 e 26/10, na Casa Firjan, abordou o tema "O Fim das Certezas".

Durante o evento, a Firjan sempre realiza o pré-lançamento do Report Macrotendências elaborado pelo Lab de Tendências da Firjan IEL. As macrotendências 2025-2026 apresentadas no documento foram construídas a partir da identificação de múltiplas inteligências (humana, maquínica e da natureza) atuando de forma cooperativa para a inovação. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de planejamentos estratégicos, antecipando fatores de risco e novas oportunidades de negócio. São novos cenários, vetores de mudança, desafios, oportunidades e possibilidades de ação para líderes, gestores e profissionais. O lançamento está previsto para 18/11.

O cientista Luiz Fernando Borges, que desenvolve pesquisas e tecnologias na área de interface cérebro-máquina, mostrou na palestra “Vamos controlar dispositivos com a mente? Neurociência e a quebra de paradigmas na relação humano-máquina” que indivíduos paralisados podem controlar membros protéticos com a mente e pessoas com doenças neuromusculares conseguem se comunicar ou fazer arte. Segundo ele, o mundo da interação com tecnologia vai mudar para tecnologia com interação neural, ou cérebro-máquina, músculo-máquina.

Borges, que fundou a empresa Kortex Corp para criar uma plataforma acessível capaz de capturar dados de sinais cerebrais, musculares, oculares e cardíacos. 
Para evidenciar o funcionamento dessa tecnologia na prática, o especialista realizou uma demonstração ao vivo com uma pessoa da plateia, capturando o movimento dos olhos dela, que foram capazes de controlar a direção de um drone.

Aubrey-de-Grey.jpg
Aubrey de Grey, o gerontologista e biomédico | Foto: Divulgação/Firjan

Ao falar se “É possível viver para sempre?”, Aubrey de Grey, gerontologista e biomédico, defendeu a reposição de células mortas através da terapia de célula-tronco. “Podemos colocar as células de volta, injetando as células do tipo correto. Elas se dividem e substituem as células que o corpo não está substituindo”.

O gerontologista inglês acredita no alcance do domínio de mecanismos de rejuvenescimento celular até 2040, o que permitirá estender os limites da vida humana. Segundo ele, as pesquisas realizadas em camundongos já apresentam resultados positivos.

“Estamos desenvolvendo terapias genéticas e de células com o objetivo de incluir um ano ao ciclo de vida desses camundongos, que normalmente viveriam dois anos e meio. Até o momento, acrescentamos quatro meses ao ciclo de vida deles. Estamos felizes com os experimentos que comprovam ser o correto tratamento a ser feito”.

O festival levou ainda para discussão a habilidade de enxergar além das limitações comuns, o trabalho e a liderança em um futuro hiper tecnológico; e os avanços da inteligência artificial, incluindo as tentativas de torná-la cada vez mais “humanizada”. Outros temas foram computação quântica e discussões sobre o que acontece quando o futuro morre. Estiveram em pauta ainda as questões: Só os humanos pensam? Como pensar novos parâmetros de trabalho e consumo para uma população cada vez mais longeva? Como a imaginação pode ser a chave para acessar futuros que parecem impossíveis hoje.

Para estimular a imaginação, fazer reflexão e construir futuros possíveis, nesse dia o Festival ofereceu duas oficinas. A primeira, “Letramento em Futuros para Empresas”, com Felipe Koch, professor na Universidade Paris-Est Créteil, explorou como tendências emergentes moldarão o futuro dos negócios. O segundo, o workshop “Micromundos: onde nas incertezas criamos vida”, com analistas do Fab Lab da Casa Firjan, utilizou a fabricação digital para mergulhar nos segredos das plantas.

 
Para Empresas
Competitividade Empresarial Educação Qualidade de Vida