Fruto de uma parceria entre a Firjan SENAI, a multinacional espanhola Indra e o Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro, uma simulação de ataque e defesa cibernética (Blue Team x Red Team) foi realizada nesta quinta-feira (30/4). O exercício de cibersegurança com simulação hiper-realista ocorreu no Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da Firjan SENAI DigiTech, sediado no edifício Eco Sapucaí, na Cidade Nova.
O conhecimento cibernético e sua aplicação em ataques e defesas são considerados fundamentais por especialistas e executivos na proteção de dados (Tecnologia da Informação - TI) e no monitoramento de processos, como identificar anomalias e vulnerabilidades de um maquinário e infraestrutura critica e sua integração com TI (tecnologia da informação) e TO (Tecnologia da automação e operação). A integração dessas tecnologias é impulsionada pelos estudos desenvolvidos no Digitech, que prepara talentos para atuar na vanguarda da segurança digital.
Presente ao evento, o diretor-executivo da Firjan SENAI SESI, Alexandre dos Reis, ressaltou que a simulação vai além de apresentar aos players o que é produzido de conhecimento dentro do Digitech.
“É a consequência, o legado do conhecimento. Momentos como este representam uma oportunidade de ampliar e difundir o que fazemos aqui no Digitech para a indústria. Espero, assim, que façamos várias parcerias”, declarou.
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| Alexandre dos Reis e Walter Lucas da Silva, diretor-presidente do Cluster Naval | Foto: Paula Johas |
A simulação
A ação reuniu alunos do DigiTech e oficiais da Marinha do Brasil. Durante o exercício, o grupo foi dividido em duas frentes estratégicas: o red team, responsável pelos ataques, e o blue team, focado na defesa dos sistemas.
Na arena ciber, os computadores conectados estão no seguinte cenário. Uma indústria possui três bombas operando em diferentes tanques de envio de combustível, e, inesperadamente, a Central de Operações detecta um comportamento anormal nas informações relacionadas ao volume de combustível dentro dessas bombas. Isso representa um comportamento anormal e, pela cibersegurança, pode ser solucionado.
Uma equipe de campo foi acionada e as três bombas desligadas. Também convocado, o time de TI informou que os softwares não haviam sido alterados. No entanto, o problema voltou a acontecer e a gerência da Central de Operações decidiu acionar a equipe de segurança da informação. Foi neste momento que os participantes da simulação acessaram o ambiente de automação industrial e pesquisaram sobre a possibilidade de um acidente cibernético.
Parceria estratégica
“Investir em conhecimento e capacitação é acreditar nas pessoas e no Brasil. É o Brasil que dá certo. Para nós, da Marinha, é muito importante ver esta junção do Estado com a Indústria para obter resultados profícuos e em defesa do país”, disse o contra-almirante e diretor de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha do Brasil, Cândido Marques.
Também estiveram presentes Carlos Rust, diretor de Cibersegurança do Indra Group, e o almirante da reserva Walter Lucas da Silva, diretor-presidente do Cluster.
Sobre o DigiTech
Inaugurado em dezembro de 2025, o Centro de Referência forma mão de obra qualificada para o mercado. A capacitação dos novos profissionais de TI conta com a participação de parceiros inovadores e com expertise, que disponibilizam equipamentos, plataformas, treinamentos para instrutores e parcerias acadêmicas para as certificações.
Os alunos também são preparados para concorrer às vagas oferecidas no mercado, tendo acesso às certificações dos maiores players do segmento, como Microsoft, Google, Oracle, AWS, Cisco e Fortinet, entre outras gigantes mundiais do setor.