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Diálogos do Rio: o desafio de implantar o liberalismo no Brasil

Marcelo Trindade, advogado e professor, Rubem César Fernandes, diretor do Viva Rio, e Elena Landau, economista, participaram do debate na Casa Firjan

Marcelo Trindade, advogado e professor, Rubem César Fernandes, diretor do Viva Rio, e Elena Landau, economista, participaram do debate na Casa FirjanFoto: Paula Johas

20/09/19 12:47  -  Atualizado em  20/09/19 12:56

Como fazer com que a população abrace um projeto liberal para o Brasil num país desigual, que vive uma crise econômica e tem boa parcela da população dependente do Estado? O desafio de implantar o liberalismo foi tema da segunda edição do Diálogos do Rio, na Casa Firjan, em 19/09. A iniciativa, que fomenta ideias e propostas transformadoras para o estado, é uma parceria da Firjan com o Viva Rio.

A edição de ontem foi aberta pelo presidente da Firjan Leste Fluminense, Luiz Césio Caetano. Para Marcelo Trindade, advogado e professor do Departamento de Direito da PUC-Rio há 25 anos, o maior problema esbarra na cultura brasileira de ter o Estado como provedor. “Como explicar que o ideal é reduzir o Estado para que ele possa prover os serviços essenciais, como saúde, educação e transporte?”, indagou.

Já para Elena Landau, economista e presidente do Conselho Acadêmico do Livres, movimento político de orientação liberal, a maior preocupação é quanto à “agenda liberal”: "O amanhã começa hoje. O que mais me aflige é a agenda liberal. O liberalismo é uma atitude. É, antes de tudo, uma agenda de cultura e respeito, que forme pessoas capazes de escolher o que é melhor para elas”.  

Os gastos com estatais foram apontados como outra ponta do problema. As estatais federais geraram um custo de mais de 20 bilhões de reais em 2017 ao Tesouro Nacional. Um corte nesses gastos poderia abrir caminho para investimento em outras áreas prioritárias, fomentando o desenvolvimento. “É preciso reformar todo o aparato estatal brasileiro. O desafio é enorme. Se eleito um governo liberal, ainda há o risco de frustração até que consiga de fato executar”, afirmou Trindade.

Sobre a importância de privatizar serviços, o professor destacou o saneamento básico no estado do Rio, onde 50% da população não possui tratamento de esgoto. “Isso é intolerável. Impacta diretamente a saúde pública e a capacidade de as pessoas conseguirem trabalhar ou estudar, por exemplo. Em Niterói, a cobertura chega a 100% da população, porque o serviço foi privatizado. É possível universalizar o saneamento no Rio. Por que não fazemos isso privatizando esse serviço? ”, ressaltou.

O evento

O Diálogos do Rio acontece nos jardins da Casa Firjan. “A ideia é escapar do ambiente polarizado do debate público para termos uma conversa mais livre, que nos permite olhar além do horizonte. Um livre pensar em que a divergência tem lugar e há prazer numa boa conversa”, destacou Rubem César Fernandes, diretor Executivo do Viva Rio.

Confira a programação das próximas edições do Diálogos do Rio e de outros eventos da Casa Firjan.

 
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