Apoiadora institucional do Fórum Rio de Janeiro Export 2026, a Firjan marcou presença no primeiro dia do evento, realizado nesta segunda-feira (27/4), no Píer Mauá, centro da capital. O encontro, promovido pelo Grupo Brasil Expor, é uma das principais oportunidades para lideranças dialogarem sobre os setores de gás, petróleo, energético, além da indústria naval no Brasil.
Mauro Viegas Filho, presidente do Conselho Empresarial de Infraestrutura da Firjan e diretor da Firjan CIRJ, participou da abertura ao lado de autoridades e outros executivos. Para o empresário, o Fórum Rio de Janeiro Export 2026 é fundamental para promover debates relevantes sobre desafios e oportunidades e para que a federação, como representante das indústrias fluminenses, reforce sua atuação constante para a melhoria do ambiente de negócios.
Conforme lembrou o executivo, em 2025, o comércio fluminense bateu um recorde histórico: representou mais de US$ 80 bilhões. Além disso, Viegas pontuou que as exportações registraram mais de US$ 48 bilhões, sendo o Rio de Janeiro o segundo maior exportador do país, com um superávit comercial de quase US$ 16 bilhões. “Interessante destacar ainda que 52% do PIB brasileiro está em um raio de 500 quilômetros do Rio de Janeiro. Então, é extremamente necessário o avanço da infraestrutura fluminense para o aumento da competitividade industrial do país”, observa.
Ao citar as obras na Serra das Araras e de Petrópolis, respectivamente, na BR-116 Sul e na BR-040, o presidente do Conselho ressaltou a necessidade de que os projetos avancem para serem novos vetores de investimentos. “Essas iniciativas precisam ser concluídas o quanto antes, pois atualmente suas condições representam os maiores gargalos do frete industrial fluminense. Precisamos também que o leilão da EF-118 ocorra neste ano. Esse projeto tem o maior impacto de longo prazo para a indústria fluminense ao conectar o estado à malha nacional e abrir corredor de exportação alternativo ao Porto de Santos”, disse, citando também o Aeroporto do Galeão/Tom Jobim como hub logístico internacional.
Confira abaixo a íntegra do evento:
Lideranças reforçam importância da logística
Também presente na sessão solene, Sérgio Bacci, presidente da Transpetro, destacou a relevância do evento para posicionar a estatal em discussões estratégicas sobre o desenvolvimento logístico do país. Bacci enfatizou que a Transpetro é a maior empresa de logística multimodal de petróleo, derivados de biocombustível da América Latina e responsável por transportar os combustíveis essenciais para a economia e a vida dos brasileiros.
“Não há como discutir o futuro da logística sem incluir a Transpetro no debate. A Transpetro voltou a investir na ampliação da sua frota e já encomendou 52 embarcações com investimentos de aproximadamente US$ 2 bilhões para os próximos cinco anos”, citou.
Presidente da PortosRio, Flávio Vieira ressaltou que os portos são muito mais do que pontos de passagem de mercadoria, são ativos logísticos complexos que conectam cadeias produtivas, integram modais e viabilizam o comércio internacional. “Para nós da PortosRio significa integrar planejamento e investimento, inovação e gestão. E temos estruturado esse trabalho em frentes muito claras. A primeira delas é a atração de investimentos privados por meio de novos arrendamentos”, disse.
Fabricio Julião, CEO do Grupo Brasil Export, fez um apelo para que o Brasil tenha projetos de Estado e não projetos de governo. “Não podemos tratar do setor portuário, de petróleo e gás como uma atividade marginal. Temos que tratar como atividades de prioridade. O meu apelo aqui é que o Estado resgate o seu protagonismo das atividades que, do ponto de vista econômico, vão gerar muitos empregos e renda”, afirmou.
Eduardo Pazuello, deputado federal (PL-RJ) e presidente da Frente Parlamentar em Apoio ao Petróleo, Gás e Energia (FREPPEGEN), abordou temas como a redistribuição dos royalties do petróleo e do gás natural, estabelecida pela Lei federal 12.734/2012. O parlamentar lembrou que a liminar que suspendeu os efeitos da lei em 2013 vai ser julgada no STF no dia 6/5. “Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados produtores não são os vilões. Vão fazer uma guerra entre produtores e não produtores? É uma crise que se avizinha. Imaginem o estado do Rio de Janeiro perder 30%, ‘vinte e tantos’ por cento do seu orçamento? Para onde vai a segurança pública do nosso estado? Para onde vai a educação e a saúde? Isso é muito sério”, questionou.
A sessão solene contou ainda com a participação de Julio Lopes, deputado federal (PP-RJ); Pietro Mendes, diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); Ralph Dias da Silveira Costa, juiz-presidente do Tribunal Marítimo; José Roberto Campos, presidente do Conselho Nacional do Brasil Export; Gilmara Temóteo, presidente do Conselho Feminino do Brasil Export; Roberta Carvalhal, presidente do Conselho do Rio de Janeiro Export; Luís Cerqueira, presidente do Píer Mauá, e Ruben Dario Arguelles Sánchez, cônsul do Panamá no Rio de Janeiro.
Acompanhe aqui como foi o primeiro dia do Fórum Rio de Janeiro Export 2026.