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Fred Gelli discute inteligência natural como estratégia de marketing na Casa Firjan

Gelli, considerado um dos cem profissionais mais criativos do mundo pela Fast Company Magazine, deu palestra na Casa Firjan

Gelli, considerado um dos cem profissionais mais criativos do mundo pela Fast Company Magazine, deu palestra na Casa FirjanFoto: Vinícius Magalhães

12/06/19 11:55  -  Atualizado em  12/06/19 13:49

O que a natureza pode ensinar sobre estratégias de marketing? Muita coisa, segundo Fred Gelli, cofundador e CEO da Tátil Design. Para Gelli, considerado um dos cem profissionais mais criativos do mundo pela Fast Company Magazine, a natureza é sua fonte primária de inspiração criativa e é para ela que as empresas devem voltar seu olhar para engajarem suas audiências e estimularem comportamentos desejáveis.

O designer apresentou, terça-feira (11/06), a palestra “Inteligência artificial mimetizando a inteligência natural”, na Casa Firjan, como parte do ciclo Aquário. “A natureza, desde sempre, desenvolve soluções criativas para problemas muito semelhantes aos que enfrentamos hoje, diante de nossos desafios evolutivos enquanto espécie. Precisamos recuperar nosso conhecimento ancestral para encontrar alternativas para redesenhar nossos modos de vida”, explicou. 

Pensando nesses desafios e entendendo as empresas como detentoras de um grande papel na busca por soluções sustentáveis, Gelli propõe uma mudança nas bases das estratégias de marketing. Não se trata mais de invadir espaços de entretenimento, por meio da publicidade paga, mas sim de envolver as pessoas, convidando-as a mudar seus hábitos. “É um desafio de engajamento orgânico na comunicação que nos obriga a pensar novos caminhos. As empresas devem mergulhar em suas competências essenciais e encontrar seu papel”. 

No lugar do marketing invasivo, o designer aposta no chamado “marketing invisível” utilizado na inteligência artificial. O trunfo da inteligência artificial, de acordo com Gelli, é estar cada vez mais presente na vida das pessoas sem que elas se deem conta, surgindo como solução no exato momento em que alguma necessidade aparece.

Entretanto, há o risco do excesso e da manipulação das emoções humanas nessa relação. E é precisamente aí que a inteligência natural entra em cena para conter os excessos. “A natureza é econômica. E ela cria estratégias de engajamento altamente eficientes através do desejo. Filhotes, por exemplo, são fofos como estratégia para serem cuidados por seus pais. Já as flores foram uma poderosa estratégia de marketing para criar diversidade na natureza, atraindo seus ‘clientes’ por intermédio de diferentes cheiros e cores. E elas potencializaram a vida como um todo no planeta, produzindo frutos”, ressalta.

Inspirado nesse modelo natural, o marketing do futuro, segundo Gelli, será um misto de soluções inovadoras com experiências incríveis que criam um desejo real e um engajamento sustentável, gerando valor compartilhado tanto para a marca quanto para a sociedade. “O futuro exige que fujamos desse ambiente ‘ecochato’ e apostemos em um ecosexy, onde unimos baixo impacto ambiental com alto impacto sensorial. Sou contra a ideia de um futuro todo verde. A natureza gosta da diversidade, da policromia. Cada marca terá como desafio achar a sua cor”, afirma. 

Para tanto, o designer argumenta: as empresas precisam utilizar sua criatividade a serviço de soluções atraentes, tal qual a natureza faz com seus “clientes”, gerando sustentabilidade sem recorrer ao marketing do medo e da culpa.
 

 
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