Como a música influencia no comportamento do cliente e no ritmo de consumo? Essa foi a principal questão debatida no Aquário Casa Firjan, em 09/09, sobre o tema a “Música na estratégia de negócio: Do sound branding aos direitos autorais”. Mediado por Leonardo Edde, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (Sicav), o encontro virtual reuniu cerca de 70 pessoas atentas à melhor maneira de criar uma identidade sonora para a marca.
Reforçando a ideia de criar uma relação emocional entre consumidor e marca através da música, essência do sound branding, Pedro Salomão, fundador & CEO da Radio Ibiza Sensorial, afirmou que a técnica usa o sentido sensorial, as raízes, para incrementar uma experiência humana, e só pode ser trabalhada através da cultura da marca. Como exemplo, cita que a música ambiente poderia ser feita por algoritmo, ao contrário da identidade musical, que é um trabalho manual, artístico e criativo.
“Esse trabalho necessita da capacidade de ler o que aquele profissional ou aquela marca traz como input e transliterar, criar isso em forma de playlist. Esse é o trabalho da identidade musical. Sound branding é alguma coisa que precisa ser construída de forma artesanal”, ressaltou Salomão.
Ao refletir sobre a visão do sound branding de identificar uma marca por meio de sons, Felipe Nasser, diretor da F|Nasser Treinamentos e Neurobusiness, disse que a conexão que a música leva para o consumidor é importante, porque cria um processamento de memória, fazendo com que o consumidor, além de comprar, replique a marca.
“A audição prevalece nas conexões de memória mais do que a visão”, destacou ele, acrescentando que a música tem que proporcionar o objetivo do ambiente, seja uma loja, um restaurante ou o chão de fábrica, e seguir o propósito. De acordo com o propósito, o som da música precisa mesmo ser mais agudo ou mais grave.
Thiago Barião, coordenador de Visual Merchandising do Boticário, disse que o sound branding é relativo ao que está acontecendo na marca, o que faz ter sentido na cabeça do consumidor. “A tecnologia é a nossa ferramenta para fazer a coisa acontecer. Tudo é funcional para cada marca quando se é autêntico ao propósito dela. Faz sentido dentro da natureza do negócio. As marcas precisam ser autênticas e verdadeiras aos seus propósitos. E o sound branding não pode ser diferente disso”, afirmou.
Ao comentar o papel da música nesse processo, Isabela Guimarães, coordenadora de Arrecadação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), lembrou a importância da remuneração do músico e de toda a enorme cadeia envolvida na criação de uma canção. “Música é arte, é encantamento, estimula a compra, mas isso só existe porque alguém fez e precisa ser pago ao tocar nas rádios, transmitidas por TVs abertas ou fechadas, streaming e também em sonorização ambiental”, acrescentou Isabela.
Confira aqui a íntegra do debate na plataforma de conteúdo da Casa Firjan.