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Vice-presidente da República se reúne com empresários fluminenses na Casa Firjan

Para uma plateia de cerca de 150 empresários e executivos, o vice-presidente Mourão afirmou que o país precisa mudar para conquistar o seu lugar em um ambiente global cada vez mais competitivo

Para uma plateia de cerca de 150 empresários e executivos, o vice-presidente Mourão afirmou que o país precisa mudar para conquistar o seu lugar em um ambiente global cada vez mais competitivoFoto: Vinícius Magalhães

17/06/19 17:35  -  Atualizado em  17/06/19 17:44

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, participou nesta segunda-feira (17/6) de encontro com empresários fluminenses, na Casa Firjan. Ele falou sobre o contexto internacional e a agenda externa brasileira, além de defender as reformas estruturais que o país precisa para ser mais atrativo e voltar a crescer economicamente.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, abriu o evento, reforçando o apoio dos empresários à reforma da Previdência. Segundo ele, os ganhos vão muito além da reversão do déficit dos últimos anos e da estabilização ou redução da dívida pública em relação ao PIB.

Segundo Eduardo Eugenio, os principais efeitos da reforma são a retomada da confiança, o estímulo à atividade econômica e seu potencial de redução dos juros e inflação. “Todas essas variáveis – tão desejadas especialmente pelos empreendedores –, quando combinadas, vão atrair investimentos privados e abrir espaço para a retomada dos investimentos públicos. Em outras palavras, permitirá que seja equacionada boa parte dos principais problemas que afligem a população”, disse o presidente da federação.

De acordo com Mourão, o projeto da reforma da Previdência é o primeiro passo rumo à sustentabilidade das finanças públicas, graças ao seu potencial de reduzir as incertezas dos investidores. “A Previdência hoje se assemelha a uma pirâmide financeira: é um esquema insustentável. Sem a reforma, estaremos rompendo o pacto geracional, e nossos filhos e netos precisarão trabalhar até a morte sem perspectivas de aposentadoria”, ressaltou. “A proposta combaterá privilégios, reduzirá desigualdades e oferecerá um futuro melhor. Não vamos poupar esforços para mobilizar o apoio necessário para aprová-la”.

Para uma plateia de cerca de 150 empresários e executivos, o vice-presidente afirmou que o país precisa mudar para conquistar o seu lugar em um ambiente global cada vez mais complexo, instável e competitivo. “Temos o duplo desafio de superar a situação econômica de nosso país e nos adaptar à nova realidade da estrutura produtiva global”, ressaltou.

Segundo ele, convivemos hoje com um ambiente econômico arruinado por políticas equivocadas, que geraram crise fiscal, desemprego elevado e produtividade estagnada, além de ambiente de negócios burocrático, defasado e pouco competitivo. Por isso, defendeu a urgência da aprovação da reforma da Previdência, além do pacote anticrime e anticorrupção.

Produtividade

Como principais medidas que vêm sendo trabalhadas pelo governo para aumentar a produtividade brasileira, Mourão citou ainda a reforma tributária, a abertura comercial, o aperfeiçoamento do mercado financeiro de capitais, os programas de concessão e privatização na área de infraestrutura, o combate à corrupção e os desperdícios do setor público, além da reforma do sistema educacional.

Ele lembrou também que, no final de abril, o presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que cria a Empresa Simples de Crédito, para facilitar o acesso e baratear o custo de financiamento aos pequenos negócios, que representam cerca de 99% das empresas brasileiras, segundo o Sebrae. Outras medidas foram a redução do número de ministérios, o corte de mais de 20 mil cargos comissionados em diferentes instâncias do governo e a redução da margem para nomeações políticas sem qualquer qualificação técnica.

Política externa

Sobre a agenda externa brasileira, Mourão ressaltou a importância da maior aproximação com os Estados Unidos e relembrou o compromisso deste país em apoiar o Brasil a entrar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em relação à China, destacou que essa potência não deve ser vista apenas como destino fácil para a exportação de commodities ou como vendedor de produtos manufaturados baratos.

“Desde 2009, a China ocupa a primeira posição como nossos parceiros comerciais. Por isso, estamos trabalhando para ampliar e diversificar as exportações brasileiras – com maior valor agregado –, redirecionar os investimentos chineses para áreas de interesse do Brasil e também aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação”, informou.

Além do encontro com empresários, Mourão se reuniu com o Conselho Estratégico da Casa Firjan e conheceu os ambientes da unidade, com destaque para o FabLab, laboratório de inovação da Firjan SENAI.

 
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