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Games fazem estudantes se apaixonarem pela matemática

Interesse pela ciência dos números cresceu mais de 70% entre os alunos, com o Firjan SESI Matemática

Interesse pela ciência dos números cresceu mais de 70% entre os alunos, com o Firjan SESI MatemáticaFoto: Paula Johas

15/10/18 09:15  -  Atualizado em  17/10/18 16:55

A aranha robótica Itzi precisa salvar sua família, traçando caminhos entre um emaranhado de teias. Para encontrar passagens seguras, o jeito é botar a cuca para funcionar, resolvendo questões que envolvem ângulos e formas geométricas. O game “A Tangled Web” é apenas um dos exemplos de ferramentas interativas empregadas pelo Programa Firjan SESI Matemática para tornar o aprendizado da disciplina divertido e eficaz.

E nada melhor do que números, já que estamos falando de matemática, para comprovar o sucesso do método: pesquisa realizada pela Firjan SESI em parceria com a Fundação Coppetec, da COPPE UFRJ, aponta que o uso de jogos online para o ensino da disciplina aumenta em mais de 70% o interesse dos estudantes. O levantamento foi feito com 1.385 alunos que já têm aulas utilizando os games para aprender temas que se tornariam mais complexos no método tradicional, como equações de primeiro e segundo graus, números primos, matemática financeira e formas geométricas.

Os entrevistados na pesquisa são alunos das Escolas Firjan SESI do estado do Rio, de escolas públicas estaduais do Rio de Janeiro e de escolas SESI de outros estados. Nas instituições privadas, o interesse cresce 78% quando são utilizados os jogos; entre as meninas, o número sobe para 81,5%; e, se forem considerados somente os alunos de classe C, o percentual chega a 84,2%. No caso dos alunos das escolas estaduais, seu interesse pela matemática cresce 73% quando são utilizados os jogos em sala de aula.

Formação sólida de futuros profissionais

Ao tornar a “temida” ciência dos números mais “amigável”, o método das Escolas Firjan SESI trabalha o desenvolvimento de competências fundamentais dos alunos, como o raciocínio lógico, a capacidade de traçar estratégias e resolver problemas. “Com isso, contribuímos para melhorar a educação básica, dando foco na construção de competências essenciais para futuros profissionais, da indústria e de outros setores”, afirma Helio França Braga, coordenador da Divisão de Conteúdo da Educação Básica da Firjan SESI.

Os jovens participantes da pesquisa têm acesso aos jogos da Mangahigh, referência internacional em aprendizado de matemática. Junto com outros recursos, a iniciativa faz com que os alunos testem os conceitos de forma dinâmica e concreta, tenham mais proximidade com a matemática e vejam a importância que a disciplina tem, através de teoria e prática, simultaneamente.

 

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“A Tangled Web” é um dos jogos usados para ensinar matemática de forma divertida | Foto: Reprodução

 

Andréa Marinho, diretora de Educação da Firjan, diz que desta maneira enfrenta-se o desafio de melhorar os resultados do Brasil no aprendizado da Matemática, que são historicamente ruins. “Esse mau desempenho tem impacto direto no baixo percentual de jovens que concluem o Ensino Médio e, a partir daí, sobre os que fazem opção por carreiras ligadas às ciências, base fundamental para inovação e desenvolvimento de novos modelos de negócio”, explica.

No último exame do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), de 2015, o Brasil ocupou a 65ª posição no ranking mundial de desempenho em matemática, muito atrás de Cingapura, Hong Kong e Macau (China), que aparecem nas primeiras posições.

O Firjan SESI Matemática nasceu após outra pesquisa, feita pela Firjan em 2011 para descobrir o que faltava ao trabalhador brasileiro. O levantamento apontou que 90% das empresas tinham dificuldades para encontrar profissionais capazes de lidar com o básico, como resolver problemas, interpretar dados e agir face a imprevistos: habilidades que poderiam ser desenvolvidas com criatividade a partir da educação básica.

 

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 Arena Firjan SESI Matemática montada em evento possibilitou aos visitantes experimentar jogos | Foto: Vinícius Magalhães

 

Esse desafio, de tornar a disciplina mais próxima do cotidiano, começou no Rio de Janeiro e hoje está presente em mais sete estados. A rede de Escolas Firjan SESI tem mais de 8 mil estudantes e seu método é diferente, por trazer o aluno para o centro do aprendizado, com aulas colaborativas, experimentais e contextualizadas a partir de temas atuais.

Na pesquisa sobre o Programa Firjan SESI Matemática, bons resultados também aparecem entre os professores: 98,48% dos entrevistados na pesquisa consideram que as discussões e reflexões propostas pelo Firjan SESI Matemática contribuíram para a sua atividade profissional.

No início de agosto, a pesquisa foi divulgada no Congresso Internacional de Matemáticos, no Riocentro. Montada no estande da Firjan SESI no evento, a Arena Firjan SESI Matemática possibilitou aos visitantes experimentar algumas das ferramentas interativas utilizadas por professores e alunos.

Confira o resultado da pesquisa.

 
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