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Firjan apresenta estudo sobre Previdência à líder do governo no Congresso Nacional

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, entregou o estudo para a deputada Joice Hasselmann

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, entregou o estudo para a deputada Joice HasselmannFoto: Vinícius Magalhães

14/06/19 16:42  -  Atualizado em  17/06/19 11:18

É imprescindível para o equilíbrio dos estados e municípios que eles também integrem a reforma da Previdência. Esta é a conclusão do estudo “Previdência dos estados: o país que queremos em 10 anos”, elaborado pela Firjan e apresentado à líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL/SP). O encontro com empresários fluminenses, realizado nesta sexta-feira (14/6) na sede da federação, também contou com a presença do governador do Rio Wilson Witzel.

Na abertura do encontro, o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, ressaltou o trabalho da deputada no Congresso Nacional a favor da aprovação da reforma da Previdência e destacou a necessidade de manter os estados e municípios na matéria. “Não tem cabimento estados e municípios ficarem de fora da reforma. Temos que apoiar essa inclusão. Tenho dito, aos que me perguntam sobre o país, que o Brasil está condenado ao sucesso”, reafirmou Eduardo Eugenio, destacando os enormes investimentos no país, na ordem de US$ 400 bilhões, no mercado de petróleo e gás até 2025.

O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, ressaltou a necessidade de manter estados e municípios na reforma da Previdência. Os números, baseados em estudos da federação, ilustram o déficit da Previdência no orçamento dos estados, que somou R$ 77,8 bilhões em 2017. O Rio de Janeiro se destaca com um déficit de R$ 10,6 bilhões, o que equivale a um custo social de R$ 663 por ano para cada morador.

 

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 O governador do Rio, Wilson Witze, também esteve no evento com Joice Hasselmann e  Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira | Foto: Vinícius Magalhães

 

Já na análise do financiamento do déficit, entre 2014 e 2018, o Rio lidera como o estado com a maior redução de investimentos (R$ 8 bilhões), seguido por São Paulo (R$ 5,7 bilhões) e Minas Gerais (R$ 3,7 bilhões).

"É importante destacar que a aprovação da reforma, além de representar uma saída para o problema fiscal do país, também abrirá grandes oportunidades de investimentos” - Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan

Conforme a federação, em 10 anos, a reforma destravaria R$ 729 bilhões de investimentos privados e outros R$ 655 bilhões de investimentos públicos, totalizando R$ 1,4 trilhão. A soma tem o potencial de impulsionar 4.669 obras paralisadas em todo o país, além de garantir melhorias na saúde, educação, segurança pública, saneamento básico e habitação. 

“Aumentar a carga tributária para equalizar a questão fiscal não é mais uma opção. A indústria já é o setor que mais paga impostos. É importante destacar que a aprovação da reforma, além de representar uma saída para o problema fiscal do país, também abrirá grandes oportunidades de investimentos”, disse Goulart.

Já a deputada Joice Hasselmann disse que a aprovação da reforma no Congresso só acontecerá a partir de um grande pacto político, envolvendo parlamentares de todos os segmentos partidários. Ela pediu o apoio dos empresários, além do governador do Rio, para que convençam suas bancadas federais a firmar o compromisso de votar a favor da reforma. Joice contou que está percorrendo o país em caravana para esclarecer a população sobre os benefícios do projeto e os riscos que o país enfrentará caso não ocorra a reforma.

O governador Wilson Witzel declarou seu apoio ao tema e pediu que o governo federal ouça mais os estados e dê mais liberdade para que o executivo estadual possa promover as mudanças necessários em prol do desenvolvimento econômico. Segundo ele, é fundamental haver a desburocratização da máquina pública para que ocorra a atração de novos investimentos.

 
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