
Caetano e Katia conferem o mapa da produção no estado do Rio de JaneiroFoto: Vinicius Magalhães / Firjan
O soft power e a produção genuinamente brasileira, a representação histórica e cultural e as dimensões simbólicas e industriais da cachaça são temas da exposição “O Brasil na Garrafa: cachaça - identidade, cultura e tecnologia”, inaugurada nesta quinta-feira, 16/7, na Casa Firjan. Realizada pela Firjan SESI e pela Associação dos Produtores de Cachaça do Estado do Rio de Janeiro (Apacerj), a exposição ainda celebra o produto industrial fluminense de alto padrão.
Em cartaz até 4/10, “O Brasil na Garrafa” se constrói a partir de um olhar para um símbolo reconhecido internacionalmente. Algo que gera e reforça a cultura e a identidade do povo brasileiro, como exaltou Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, na abertura da exposição.
O destilado mais antigo das Américas é apresentado em dimensões que extrapolam a gastronomia. Outro diferencial desta mostra está em apresentar a técnica da produção e o papel do estado do Rio como território da cachaça de qualidade. Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.
“O destilado mais antigo das Américas é apresentado em dimensões que extrapolam a gastronomia. Outro diferencial desta mostra está em apresentar a técnica da produção e o papel do estado do Rio como território da cachaça de qualidade. E, ainda, o protagonismo feminino nesta indústria”, ressaltou o presidente, fazendo reverência à Katia Espírito Santo, uma das idealizadoras da exposição, presidente da Apacerj – Cachaças do Rio e diretora do Sindbebi.
Katia fez um agradecimento especial à Caetano pela “atenção e apoio efetivo ao desenvolvimento das cachaças do Rio, de forma continuada e muito encorajadora, tanto no cotidiano dos múltiplos desafios do segmento da cachaça quanto nas ações de comunicação desse nosso patrimônio histórico e cultural. São suportes que tanto contribuem para o desenvolvimento das empresas e do setor e para demarcar a notável expertise do Rio de Janeiro em produção de cachaça e o seu soft power", disse ela, que também é vice-presidente da Firjan CIRJ.
Muito além da gastronomia e da coquetelaria
O projeto da exposição teve início com outra mostra, “Cachaça, produto exclusivo do Brasil”, realizada também pela Apacerj, com apoio da Firjan e do Sindicato Intermunicipal da Indústria de Bebidas em Geral do Rio de Janeiro (Sindbebi), no Centro Cultural da Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro (PGE-RJ), em cartaz de março a junho deste ano. Posteriormente, a equipe do programa Casa Aberta, da Casa Firjan construiu uma nova expografia.
“É fundamental reconhecer a colaboração de todos e destacar que o associativismo é capaz de gerar resultados consistentes e maduros. O projeto da exposição é notável”, ressaltou Fernando Salgado, representante do Sindbebi.
Alexandre dos Reis, diretor-executivo da Firjan SENAI SESI, aproveitou a ocasião para destacar outras ações da Federação que ajudam o setor a se desenvolver, como os cursos realizados no Centro de Referência em Alimentos e Bebidas da Firjan SENAI SESI Tijuca e uma série de pesquisas voltadas para inovação de produtos.
“Nossa estrutura conta com laboratórios especializados para a realização de análises físico-químicas de cachaças, consolidando-se como um ambiente de ensino e, primordialmente, de pesquisa e desenvolvimento. Nosso objetivo é desenvolver produtos de alta qualidade, que agreguem valor de mercado e possibilitem a conquista de novos horizontes”, comentou Reis.
Dimensões da exposição
A exposição é dividida em duas seções, com obras de diferentes procedências e estilos – da pintura às fotografias, das obras interativas a instalações audiovisuais, de rótulos e garrafas antigas a obras literárias. A primeira seção percorre as dimensões simbólicas da cachaça: gastronomia e coquetelaria; literatura e música; medicina popular; rituais religiosos e festas; rótulos e cultura visual; tendências atuais do mercado; e protagonismo feminino na indústria.
Esta seção conta com obras inéditas e exclusivas das artistas Bea Machado, Luisa Macedo, Diana Sandes e Ilana Paterman Brasil e vídeos dos pesquisadores Doya Moreira Costa, Luiz Antonio Simas e Swanne Almeida. Se destacam ainda depoimentos de produtoras de cachaça premium do estado: Katia Espírito Santo (da Cachaça da Quinta, do Carmo), Luisa Konder (da Pindorama, de Engenheiro Paulo de Frontin) e Maria Izabel Couto (da Maria Izabel, de Paraty).
Já a segunda parte da exposição apresenta a dimensão técnica e industrial da cachaça, explicando as etapas de produção nos alambiques, complementadas por áudios dos próprios produtores compartilhando curiosidades. Um glossário interativo com termos técnicos desafia o visitante a desvendar as peculiaridades desta indústria, enquanto um módulo sensorial convida o visitante para uma imersão que vai além do destilado.
 |
| Garrafas e rótulos de 14 produtores de cachaça do Rio | Foto: Bernardo Cartolano / Firjan |
Serviço:
Exposição “O Brasil na Garrafa: cachaça - identidade, cultura e tecnologia”
Período: até 4/10
Horário: terça a domingo, das 9h às 18h30
Local: Casa Firjan - Rua Guilhermina Guinle, 211, Botafogo – Rio de Janeiro
Entrada gratuita